Caio Alexandre se declara ao Botafogo: ‘Tudo na minha vida’

Loja Casual FC
Caio Alexandre renovação Botafogo
Foto: Vítor Silva / Botafogo

Titular do Botafogo, Caio Alexandre, de 21 anos, conhece como poucos o Clube. O volante chegou ao Alvinegro em 2014, aos 15 anos. Lá se vão seis anos de formação, dedicação e defesa da Estrela Solitária. Em entrevista ao projeto “De Casa com o LANCE!”, Caio se declarou ao Botafogo.

— O Botafogo representa tudo na minha vida. É o clube que me formou como profissional e um ser humano cada vez melhor. Sou muito grato ao Botafogo e procuro sempre honrar a camisa do clube, com muita garra e sangue dentro de campo – garante.

Leia mais: Rotenberg revela sondagem do Botafogo por Robben: ‘Ficou feliz’

Em 2019, o volante chegou aos profissionais. No entanto, pela diferença física em relação aos atletas do time de cima, Caio Alexandre não teve chances no elenco do Botafogo na temporada. Nesta temporada, não só ganhou a esperada chance como a vaga de titular de Paulo Autuori.

— Cheguei no Botafogo em 2014. Estou tendo um ano especial por ter chegado no profissional do clube. Estou vivendo um sonho e procuro sempre me dedicar para conquistar grandes coisas – disse.

Leia mais: Botafogo S/A desperta interesse em polêmico fundo árabe; entenda

Desde então, tem sido elogiado e preservado como uma das joias da base alvinegra. Por isso, Caio Alexandre recentemente renovou com o Botafogo até 2022.

— Estava tudo encaminhado antes da pandemia. Deu uma parada por conta desse imprevisto. Minha intenção sempre foi renovar com o Botafogo e quero passar muito tempo no clube.

Caio Alexandre renova Botafogo
Caio Alexandre assina renovação com Botafogo. Foto: Divulgação

Veja mais trechos da entrevista com Caio Alexandre:

Kroos de General Severiano

— Toni Kroos é um nível muito acima. Tenho ele como referência na

Motivação de defender o Botafogo

— Toda vez que entro no clube e visto a camisa do clube, temos que estar animado e com a autoestima lá em cima. É um alívio ter o trabalho reconhecido. Toda vez que visto a camisa do Botafogo dou meu máximo.

Leia mais: Durcesio Mello oficializa candidatura à presidência do Botafogo

— Desde que cheguei todo mundo me abraçou, desde a base até o profissional. É uma estrutura muito boa de trabalho, profissionais são ótimos. Isso tudo gera um carinho. Essa vontade de trabalhar é uma série de fatores.

Quarentena

— Estamos acostumados a treinar todos os dias juntos, se falar… Agora estamos nos falando por um aplicativo de celular.

Perfil de liderança

— Participei de três anos no sub-20, quase completos. Não foi completo porque subi em agosto do ano passado. Joguei com a geração de 97, que está no profissional hoje. E depois com a geração 98 e pude vivenciar a experiência de todos esses anos. Tive a cabeça boa, atingi a maturidade rápido e me tornei capitão. Busco sempre escutar e sendo fator positivo para a equipe e quem está perto de mim, e assim influenciamos outros jogadores.

Leia mais: CT do Botafogo tem novas imagens divulgadas; confira

Autocrítica

— Tem uma curiosidade que sempre que acaba os jogos eu pego meus vídeos para analisar. Sempre fico batendo a cabeça vendo que poderia fazer algo a mais. O passe, a dinâmica e a movimentação são as melhores características. Sim (me cobro). Nós jogamos num clube gigante, que é o Botafogo, e temos que dar o máximo para a alta performance.

Pandemia e tempo livre

— É muito ruim. Não estamos acostumados com isso. Estamos acostumados sempre estar fora de casa. Estar vivendo isso é muito ruim e creio que isso já vai acabar e vamos viver nossa vida normalmente. Durante este período vejo muita série, escuto pagode. São coisas que faço além dos treinos, quando estou de bobeira. Foram diversas lives que foram boas demais. Revelação, que pra mim foi muito boa, Belo, Sorriso Maroto e Thiago Soares. Além de Ferrugem, Tiee, Xande, Thiaguinho… acompanhei tudo. Além disso, vejo muita série. Blindspot, Arcanjo Renegado, Divisão, Um Contra Todos, Irmandade, Blacklist…. Gosto muito dessas séries de invesntigações.

Conheça a melhor linha retrô do Botafogo e ganhe 10% OFF com cupom FOGONAREDE

Meta no Botafogo

— O objetivo é conquistar títulos, fazer uma carreira longa e ter o carinho da torcida. São os principais focos. Retribuir muito esse carinho do clube que me abriu as portas desde 2014.

Sonho como jogador

— Jogar e ganhar uma Copa do Mundo com a Seleção Brasileira.

Referências

— Fora de campo a inspiração da vida é o Cristiano Ronaldo. Já na forma de jogar a referência é o Toni Kroos. Dentro do clube, é o Diego Cavalieri. Pela experiência, pela história… É um parceiro de elenco. Ele é sensacional. Muito trabalhador, além de ser um grande goleiro. Conversa bastante com todo mundo e dá bastante conselhos.

Leia mais: Interesse do Botafogo em Robben é destaque na Inglaterra; veja

Juventude x experiência

— É sempre bom (a mescla). Queremos escutar, aprender… Além do Cavalieri, tem o Gatito e o Carli também. É sempre bom aprender, para tomar atitudes corretas. Ele (Diego Cavalieri) é vencedor dentro do futebol e na vida. Está sempre dando conselhos e sempre procuro escutar para aprender.

Sonho com a Europa?

— Meu foco, hoje em dia, é no Botafogo. Só penso em crescer dentro do clube.

Leia mais: Botafogo S/A pode acontecer em dezembro, acredita dirigente

Pandemia

— Ficamos tristes. O que estamos vivendo é muito difícil. Se Deus quiser vai dar tudo certo na vida desses funcionários futuramente.

Botafogo SA

— No momento certo tudo isso vai acontecer. Meu foco é no presente e me preparar para as coisas, estar pronto para dar muitas alegrias à torcida do Botafogo.

Yaya Touré

— Yaya é um ídolo em relação ao futebol. É uma referência para todos nós. Temos certeza que todos nós vamos aprender com ele. Aprendo todos os dias com meus companheiros de trabalho também. Isso é muito importante.

Honda

— Ele (Honda) é muito gente boa, inteligente e diferente dentro de campo. Procurei olhar ele jogando e extrair coisas boas. Ele conversa muito com todo mundo, brinca com todo mundo, mas ele ainda é muito tímido. Aos poucos ele vai se soltando.

Arrisca no japonês?

— Infelizmente não tem como (falar no japonês). Ele tenta desenrolar no português ou no inglês, mas a gente erra muito e ele fica louco.

Cultura japonesa

— Todos nós fazemos isso (limpar). Tudo o que sujamos nós limpamos, não deixamos nada para os outros limparem. A cultura é diferente sim, mas as questões educativas são iguais.

História com treinador de infância

— Esse cara (Raphael, ex-treinador do Caio que participou nos comentários) que mandou a pergunta foi meu treinador na infância, no futsal. Brinco com ele que aprendi muito com ele. Hoje em dia o que eu mais gosto de fazer é tocar a bola, mas quando era menor eu prendia muito a bola. Todo treino ele colocava uma bola no meu braço, para aprender a jogar coletivo. É um parceiro da vida, desde os sete anos tenho uma amizade com ele. Creio que tenho facilidade de jogar nas três posições do meio-campo e acredito que tenho essa facilidade.

Treinamentos

— Tenho treinado bastante todos os dias em dois períodos. Ainda mais agora com o treinamento pelo Botafogo. Consigo adquirir bem a forma física. Tenho que estar bem para quando voltar da pandemia para desempenhar um bom papel.

Quarentena

— É uma boa. Está tudo muito perigoso ainda. Muita gente morrendo e infectada. A gente ficando em casa, de certo ponto, vai ajudar também. Treinando em casa a gente fica bem e logo estamos de volta.

Amizade com Kanu

— Temos uma boa amizade. A gente mora perto um do outro. Na parte da tarde a gente se encontra e treina juntos. Um motiva o outro. Tem um campo aqui perto de casa e, como a gente fica sozinho, nós vamos para lá.

Comentários

Sobre Diego Mesquita 1552 Artigos
Botafoguense, 36 anos. Formado em Jornalismo pela FACHA (RJ), trabalhou como assessor de imprensa do Botafogo F.R em 2010. Hoje, é setorista independente.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será divulgado.


*


Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.