Candidato à presidência do Botafogo, Durcesio Mello detalha propostas

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Foto: Arquivo pessoal

Primeiro candidato confirmado à presidência do Botafogo deste ano, o empresário Durcesio Mello, de 64 anos, pretende lançar a plataforma com as propostas de campanha no final de julho. No entanto, em entrevista à Rádio Tupi, detalhou diretrizes do projeto para o Clube. Durcesio, que tem apoio de Carlos Augusto Montenegro, ex-presidente do Botafogo, afirmou que este é o momento certo para se apresentar como postulante ao cargo máximo do Clube.

— Resolvi porque isso começou lá atrás com Montenegro que queria que eu me lançasse há duas eleições. Ele acha que é um jeito de tentar resolver os problemas do Botafogo, que são enormes. Acha que a visão empresarial que eu tenho de vários negócios poderia ajudar. Obviamente, agora mudou o cenário. Saindo a S/A o presidente vai ficar com o Botafogo social e esportes olímpicos, no caso as sedes, basquete, vôlei, polo aquático, remo, que é estatutário. Não deixa de ser um desafio também. Agora estou num momento certo para fazer isso porque profissionalmente não pude vir três anos atrás. Agora minha vida está mais definida. Tem muito a ver com paixão e ajudar o nosso clube – afirmou.

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Amigo de Montenegro há 50 anos, Durcesio aponta o ex-presidente como um dos maiores botafoguenses da história.

— O Montenegro é um amigo meu desde sete anos de idade. A gente estudou juntos até a universidade. Fui fazer engenharia e ele economia. Ali nos separamos em termos estudantis. Sou amigo dos irmãos dele, conheci a mãe e o pai. É uma pessoa que admiro muito, gosto e dividimos muitos valores em termos de vida. É muito bacana ter esse apoio dele, que pra mim é o maior botafoguense que tem. Tem vários grandes botafoguenses, mas se ele não for o maior, certamente está entre os três maiores. Dá muito orgulho estar com ele. Sei que vai me ajudar também. É uma amizade que tem mais de 50 anos.

Confira outros trechos da entrevista:

Botafogo S/A

— A S/A não é a solução só para o Botafogo, mas também para a maioria dos clubes brasileiros, exceto talvez o Flamengo que está em ‘céu de brigadeiro’. O Corinthians está com problemas sérios, o Cruzeiro já perdeu pontos e está na Série B, o Santos não tem dinheiro, o Vasco está não sei quantos meses atrasado, o Fluminense também em uma situação caótica. O Botafogo está dando um exemplo e saindo na frente para fazer esse modelo de empresa. Tenho falado com as pessoas, o próprio Montenegro a gente se fala muito. Acho que em mais 30 dias a gente vai poder anunciar isso.

Sede social

— Hoje, o futebol é um caixa único e acaba pagando muitas despesas do Botafogo social, como o cloro da piscina, eucalipto da sauna, luz e funcionários. Deixando de ter esse dinheiro, a receita que sobra será para o Botafogo social, que são os aluguéis e mensalidades dos sócios-proprietários. Não é suficiente para pagar a estrutura que o Botafogo tem com as sedes. Vamos ter que reinventar e criar receitas novas para o clube. Fazer campos para aluguel, uma academia, existe um projeto que vai ser anunciado dia 26 que vai detalhar tudo isso. O Botafogo vai ter uma cadeira em uma espécie de conselho consultivo digamos assim na S/A, que pode ser o presidente ou quem o presidente indicar, que nos permite monitorar e controlar tudo que está sendo feito.

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Parceria com a Botafogo S/A

– Pode existir alguma parceria com a S/A. Acredito muito que algumas coisas podem ter parcerias, mas não sei se vai ser financeira com injeção de dinheiro. Saindo a S/A, o novo presidente terá que fazer uma mágica para gerir um clube que tem quatro sedes, general Severiano, Mourisco Mar, Sacopã e a dona Terezinha. Nilton Santos e CT serão administrados pela S/A. Vamos ter que pensar ‘fora da caixinha’ para trazer novas receitas para bancar isso. O novo presidente não vai ter mais esse dinheiro do futebol. Antigamente, se falava: vai cortar a luz da sede, o Botafogo futebol pagava isso já que era caixa único. Vamos ter que pagar a conta de luz senão vai cortar.

Atenção aos sócios e melhorias em General Severiano

— Vamos ter que melhorar a sede. Os sócios precisam ser mais bem tratados. Inclusive, essa é a segunda prioridade na nossa campanha. Priorizar e tentar trazer mais sócios-proprietários. O objetivo é que o sócio seja atraído a frequentar mais o clube, usar a piscina, sauna, os campos de futebol, basquete ou vôlei. Temos cerca de dois mil sócios, mil e duzentos adimplentes e menos de duzentos que frequentam o clube.

Futuro dos Esportes Olímpicos

— Primeiro temos que sentar e ver o que vai dar para fazer com todos os esportes. Eu gostaria muito de ter o vôlei e o basquete, que é um projeto vencedor. Não tendo nada de dinheiro praticamente, certamente tudo isso terá que ser 100% autossustentável. Inclusive, o remo, que é estatutário. O basquete está muito bem encaminhado porque tem o projeto via Lei de Incentivo ao Esporte da TIM e uma verba da Ambev. Eu quero disputar títulos, mostrar a marca do Botafogo, mas não é só ter um time de ponta. Por isso eu falo muito no modelo de governança. Tem quer ter as CND’s para captar patrocínio via Lei de Incentivo. Como o clube vai começar zerado em termo de despesas, tirando a folha é claro, a marca é muito forte.

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Durcesio Mello detalhou algumas propostas para o Botafogo. Foto: Arquivo pessoal

Projetos para as sedes

— Para a sede quero fazer, por exemplo, um bar temático, churrasqueiras para os sócios, salão de sinuca, uma academia de ginástica terceirizada para gerar renda ao Botafogo e quem sabe fazer um salão de beleza. Estamos com o projeto de consultar os sócios em oito ou dez pontos que a gente quer fazer para saber o que seria bom e eles dariam valor. Além das melhorias na área da piscina e restaurante. Tem muita coisa para ser feita e gerar receita. Uma coisa que passa pela minha cabeça é transformar o campo em dois campos de grama, uma quadra de tênis e uma de futsal coberta. Fazer também uma pista para caminhar e correr. Vamos consultar o sócio. O projeto está mais ou menos formatado e poderá ser alterado de acordo com que o sócio achar mais interessante e melhor pra ele. São eles que vão ajudar o Botafogo.

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Base de apoio

—  Várias correntes do Botafogo que estão com a gente. A “frente Alvinegra” liderada pelo Vinícius Assumpção e todo o grupo dele. Tem o próprio grupo com a Katinha, uma das maiores apoiadoras e trabalhadoras do grupo, dedicada, fantástica, tem todo um pessoal que tá com ela que é o Thiago (Alvim), Daniel Júnior, que é importantíssimo nesse processo da campanha, e na administração vai ser. Vários outros como Fred, Godinho, Tom Meireles e vários grupos e correntes que apoiam a gente. Mais de 20 sócios-proprietários que são do Espírito Santo, inclusive que levaram a pré-temporada para lá. Um grupo maravilhoso que sempre ajudou o Botafogo está comigo. Pra mim é a maior vitória. Ganhando ou não é conseguir unir correntes diferentes em torno de um nome, um projeto que passa pela profissionalização. No passado, vale lembrar, as correntes eram concorrentes e hoje estão junto com o nosso grupo.

Sócio-proprietário

— O sócio-torcedor ficará do lado da S/A. Nós não teremos ingerência em cima dessa verba. Não tem nada que a gente possa fazer em relação ao estádio e CT. Uma coisa que estamos batalhando na negociação, eu encampei essa briga, é o sócio-proprietário poder continuar frequentando o Nilton Santos nos jogos porque o sócio-proprietário não paga. Quero manter esse atrativo. Vai depender do fundo que entrar se vão aceitar isso. Tem entre 150 e 200 sócios no máximo que frequentam por jogo. Talvez não seja muita coisa para uma S/A absorver e deixar um número de ingressos por jogo em um setor tal. Talvez a presidência tenha um camarote, mas nem estou preocupado com isso. Posso ir para a arquibancada tranquilamente para ver o jogo.

Investimento nas mídias sociais

— A gente vai entrar pesado nisso. Hoje todo mundo é digital e vive nas mídias sociais. Já tem esse trabalho sendo feito, mas nós queremos muito aumentar isso, até para gerar receita. Estamos formatando alguns modelos para atrair o sócio-torcedor para dentro do Botafogo Social. Enfim, vamos ver se conseguimos fazer uma parceria com a S/A. O cara que pague um pouco mais e tenha direito a frequentar o clube também. Essa diferença venha para o Botafogo clube. Isso já é o presente. Por isso, seremos bem agressivos nessa área.

Valorização de ex-atletas

— Quero valorizar de alguma maneira os ex-atletas. Trazê-los para dentro do Botafogo para que possam transmitir de alguma maneira conhecimento e a experiência que possuem, seja via escolinha, projetos sociais, que é outro item que quero falar. Uma das cinco pontas da nossa estrela. Quero muito desenvolver para reforço de marca um projeto social. A gente deve isso à sociedade e como reforço de marca. Trazer de volta os jogadores, o Feijão do Fogão. É um jeito de eles se sentirem importantes. Tenho falado com vários, como Carlos Roberto, André Silva, Jamir e Sérgio Manoel, por exemplo. Muitos deles estudaram e certamente estão preparados para exercer algo relacionado ao esporte. A mesma coisa com um ex-atleta do vôlei, basquete para promover atividades sociais e também atividades do próprio clube. Enfim, é um ponto muito importante que eu queria tocar.

Apoio de ‘botafoguenses ilustres’

— Muitos desses ilustres estão no nosso grupo e sei que são apaixonados botafoguenses. Doaram dinheiro para o Botafogo durante muito tempo. Óbvio que esse modelo não pode se perpetuar porque não dá mais para ficar sobrevivendo, por exemplo, à base de ‘Montenegros’ da vida que vão lá pagam uma folha e depois retomam. O clube não pode ser gerido dessa maneira. Mas eles podem ajudar os esportes olímpicos via Lei de Incentivo, já que muito possuem empresa que pagam impostos que podem ser direcionados ao esporte. Todos são importantes, mas eles particularmente porque sempre ajudaram muito o Botafogo seja financeiramente, com tempo ou coração.

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Sobre Diego Mesquita 1552 Artigos
Botafoguense, 36 anos. Formado em Jornalismo pela FACHA (RJ), trabalhou como assessor de imprensa do Botafogo F.R em 2010. Hoje, é setorista independente.

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