Dirigente descarta ‘único dono’ para projeto Botafogo S/A: ‘Não existe’

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Botafogo S/A
Foto: Vítor Silva / Botafogo

O Botafogo vive a expectativa de captar investidores para, de fato, implementar o ambicioso projeto de clube-empresa. Diante da pandemia do novo coronavírus, no entanto, as conversas do grupo da Botafogo S/A com interessados esfriaram, dada a interrupção do calendário.

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Em entrevista ao “Canal do TF”, parceiro do Fogo Na Rede, Luiz Felipe Novis, VP de Finanças do Botafogo descartou um grande investidor único para o projeto.

Essa possibilidade de um mandando em tudo não existe. Não houve nenhuma proposta concreta neste sentido. Apareceu um milionário russo que tinha clubes de futebol. Ele mostrou interesse, mas não nos pareceu o tipo de investidor correto. Porque isso traz um risco muito grande. Personaliza o clube, torna vulnerável. Nós tivemos várias ofertas de investidores que tem essa característica de ‘abutre’. Gente que entra com o risco altíssimo e joga o preço lá embaixo. A partir daí, ele injeta algum dinheiro, o valor de mercado sobe e ele na primeira alta, ele vende aquilo. Esse tipo de investimento não nos interessa. Isso seria péssimo para Botafogo. A gente tem uma estratégia de captação mais pulverizada. Há uma chance de ter uma rapidez maior e a gente conseguir fechar. Tenho expectativa positiva de que vamos conseguir ainda este ano – disse.

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Investimento inicial

Antes da pandemia, o grupo de trabalho da Botafogo S/A falava na necessidade de aportar algo em torno de R$ 300 milhões para implementar o modelo. Hoje, garante Novis, o montante inicial é menor.

— Não é de R$ 300 milhões. É menor. Está entre R$ 100 milhões e R$ 200 milhões. Para quem está de fora, quem tem dólar, o valor da dívida diminuiu. Mas o retorno desse investimento também diminuiu. O que é impactante é que você diminuindo o patamar de investimento, atrai mais investidores.

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Novis também elogiou Laércio Paiva, líder do grupo de trabalho da Botafogo S/A.

— Laércio é fundamental. Qualquer projeto precisa de alguém que se dedique integralmente, conhecimento técnico e que tome aquilo na unha. O Laércio, na verdade, ocupou esse espaço com o próprio sacrifício pessoal. É uma pessoa que está tirando do bolso. Ele assinou termos com o clube sem a mínima possibilidade de vir a cobrar isso do Botafogo. Quando isso tudo der certo, acho que ele vai merecer uma estátua no Nilton Santos. A minha única posição nisso foi ter reconhecido a capacidade do Laércio e ter trazido para o negócio. Rapidamente ele convenceu a todos – lembrou.

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Sobre Diego Mesquita 1552 Artigos
Botafoguense, 36 anos. Formado em Jornalismo pela FACHA (RJ), trabalhou como assessor de imprensa do Botafogo F.R em 2010. Hoje, é setorista independente.

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