Erik enumera cinco momentos no Botafogo e quer volta em alto nível

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Erik Botafogo
Foto: Reprodução

Erik deixou o Botafogo no meio da última temporada, mas o Clube permanece vivo na memória do atleta e dos torcedores. O atacante chegou ao Alvinegro em 2018, emprestado pelo Palmeiras, e logo se destacou, ao marcar gols importantes nas duas temporadas que defendeu o Botafogo. Momentos que Erik, hoje no Japão, guarda até hoje.

— Podia enumerar uns 30, 40 momentos. Tenho grandes lembranças do Botafogo. Gol contra o Flamengo, por exemplo, não só por ter sido em um clássico, mas a forma como a partida foi encarada não só pelos atletas, mas por todos do clube. Fizemos um jogo muito bom e conseguimos vencer – disse em entrevista ao “Canal do TF”.

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Erik também foi protagonista na despedida do ídolo Jefferson, em 2018.

— A despedida do Jefferson, que foi fantástica na minha vida. Não só por ter feito dois gols naquele dia, mas também por ter participado de um momento tão importante na carreira desse atleta pelo qual tenho respeito muito grande. A partida contra o Paraná também foi a minha última no Botafogo, já que tive que retornar ao Palmeiras, onde fiz a pré-temporada.

Erik Botafogo Paraná Jefferson
Erik marcou dois gols na despedida de Jefferson do Botafogo. Foto: Vítor Silva / Botafogo

Outra passagem relevante para o atacante foi a partida contra o Defensa y Justicia, da Argentina, pela Sul-Americana, em 2019.

— O gol contra o Defensa y Justicia. Aquele momento do jogo estava sendo muito difícil, caindo um temporal. Mas tínhamos 10 mil gloriosos, que mesmo com as adversidades da partida, continuavam acreditando. Foi um momento muito marcante para mim.

Erik Botafogo Defensa Y Justicia
Em meio a um temporal, Erik comemora gol contra o Defensa y Justicia. Foto: Vítor Silva / Botafogo

A emocionante despedida do Botafogo também mereceu menção de Erik.

— Por fim, o último dia no Clube. Foi muito difícil. Fui com a minha esposa no estádio para me despedir dos meus companheiros. Abracei todos os funcionários chorando. Fui tratado de uma forma muito especial aí dentro, foi onde recuperei minha alegria de jogar futebol.
No último dia de Botafogo, Erik gravou um vídeo de despedida.

— Esse clube para mim é um modelo de exemplo da forma como os torcedores tratam os atletas. Acredito que não tenha sido o último dia, espero reencontrá-los porque foi um momento muito especial. Deixei bem claro que o meu objetivo era um plano de carreira, ver o brilho nos olhos do meus companheiros. Foi o que aconteceu aqui, fomos campeões.

Veja outros trechos da entrevista:

Honda

— Repercussão positiva. É um atleta de muita qualidade, que já serviu o país, a seleção japonesa por bastante tempo. Acompanhei de perto, até porque tenho um carinho muito grande pelo Botafogo. estou na torcida para que dê tudo certo.

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— Assim que ele foi confirmado no Botafogo, deixei uma mensagem para o Honda. Ele foi bastante educado, respondeu de volta. Eu também já me disponibilizei a conhecer o projeto dele em Tóquio. Ele já demonstrou ser um grande ser humano.

Quarentena no Japão

— O país sempre se previniu, mesmo antes dos casos. As pessoas aqui usam máscaras nos trens, locais públicos. Shoppings aqui fecharam, mas indústrias estão funcionando. Isso é muito importante. Não estamos proibidos de sair à rua, só evitar o contato. Procurei evitar ao máximo minha família. Achei importante a forma como o clube lidou, sugerindo que preenchamos um formulário com dados como a temperatura.

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Jogadores brasileiros no Japão

— Temos muitos brasileiros aqui, como Jô, Leandro Damião e o Diego Oliveira. Mas os três melhores estão no meu time: Marcos Junior, Edgar e Thiago. Todos os brasileiros que atuam aqui tem um grande respeito. Fico feliz de ver que estão brilhando aqui também.

Posicionamento

— Não encontrei nenhuma dificuldade, até porque o treinador já conhecia minhas características, já acompanhava meu desempenho no Brasil e sabia onde me utilizar. Comecei jogando como ponta e as coisas deram certo, fiz meu primeiro gol contra o Nagoya Grampus, logo na segunda partida. Na primeira joguei como meia e consegui dar uma assistência. Na reta final do campeonato, joguei como centroavante. Temos um grande elenco de jogadores que servem a seleção japonesa, tailendesa.

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Trabalho de Paulo Autuori

— O trabalho do Paulo Autuori ainda está no início. Ele é um grande treinador. Não tive a oportunidade de trabalhar, mas sempre escutei coisas boas. Acredito que assim que o futebol retornar, vai ser um grande trabalho.

Retorno ao Botafogo

— Se tiver que um dia voltar, não quero que seja apenas por passar. As duas vezes que retornei para o Clube, certamente foi sempre para deixar meu melhor. Vai assim sempre meu pensamento, independente de qualquer clube, quero estar sempre em alto nível. Enfim, espero um dia voltar.

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Erik do Botafogo?

— O Botafogo vem primeiro. O Botafogo do Erik, do Túlio Maravilha, do Jefferson. O Clube vem sempre em primeiro lugar, vou tratar assim sempre. Tenho respeito muito grande por esse Clube e por todos que carregam essa estrela no peito.

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Sobre Diego Mesquita 1552 Artigos
Botafoguense, 36 anos. Formado em Jornalismo pela FACHA (RJ), trabalhou como assessor de imprensa do Botafogo F.R em 2010. Hoje, é setorista independente.

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