Montenegro comenta denúncias de Textor, do Botafogo, e descarta suborno a árbitros: “Não existe isso”

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botafogo carlos augusto montenegro
Reprodução / ge

Ex-presidente do Botafogo, Carlos Augusto Montenegro concedeu longa entrevista ao quadro “Abre Aspas”, do “ge“, publicada nesta sexta, 17. Entre os assuntos abordados, as denúncias de John Textor contra arbitragem.

– Eu estou conversando com várias pessoas, já vi algumas coisas, acho que ele não está mostrando tudo. Eu tenho conversado com pessoas sérias, advogados etc. E eu acho que com a CPI que está saindo, junto com a chegada dessas casas de aposta, a legalização do jogo no Brasil, junto a insatisfação de todos os clubes, com arbitragens e algumas coisas da CBF, junto com o nascimento da liga, que era para ter nascido em nove meses e já passou o parto… mas tudo isso junto a saída vai ser a separação da CBF dos clubes em uma liga – disse Montenegro.

Montenegro sugeriu a profissionalização dos árbitros como medida para melhorar a arbitragem nacional.

– A saída são os clubes terem árbitros profissionais, formarem árbitros, fazerem o calendário, fazerem a tabela, tomarem conta dos clubes, negociarem com a televisão. Por que a federação do Rio de Janeiro arrecadou mais que o Fluminense, Botafogo e Vasco nesse campeonato estadual? Por que? Não tem um porquê. Então, continua o Brasil tendo 27 federações e 40 clubes aí reclamando. O Flamengo vai votar? Vai! Tem peso 1. O Corinthians vai votar? Peso 1. Federação de futebol do estado do Amapá. Do estado de Roraima. Peso 3. Esses caras nunca disputaram a quarta divisão, cara. Tem peso 3! Por que a gente está aí nesse meio? Sai fora. A federação fica com a CBF. O que a gente tem a ver com a federação do Amapá, de Roraima, do Acre, de Tocantins, do Piauí? Por que que esse pessoal manda mais que o Flamengo, o Corinthians, o Botafogo, o Fluminense, o São Paulo? Isso é um absurdo, a palavra certa é um nojo, e o futebol brasileiro, se não tiver essa separação vai buraco abaixo – completou.

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Segundo Montenegro, existem os “amigos da CBF” — clubes que levam a melhor em lances polêmicos. Ainda assim, o ex-presidente não acredita em suborno a árbitros brasileiros.

– Ele está dando provas para as pessoas julgarem, está dando provas para a Polícia, provas para o Senado, está dando provas para o STJD, vai dar provas para a Fifa. Tem inteligência artificial, tem vídeos. Agora, eu acho que a maior prova é você começar o Campeonato Brasileiro afastando juízes. Três juízes afastados na primeira rodada, dúvidas em outros três, quatro jogos na primeira rodada, assim. Veja bem, esse negócio não é: “Ah, o juiz recebeu um dinheiro para roubar.” Não existe isso. Pelo que eu vi, no Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil, o tempo que eu vivia no futebol, não tem isso. O que existe é o seguinte, quem são os amigos da CBF e quem não são os amigos da CBF. Quais os clubes que são amiguinhos, quais são os clubes que não são amiguinhos, qual o clube que não pode chegar… E aí, comenta-se, fala-o se seguinte: “olha, na dúvida é pra esse”. Hoje, você com o VAR, teoricamente, você teria que ter dado mais dificuldade para que isso aconteça. Mas as pessoas são caras de pau. Está lá todo mundo com medo das denúncias do Textor, as duas primeiras arbitragens de jogos do Botafogo foram exemplares – afirmou.

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Vítor Silva / Botafogo

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