Tiago Nunes avalia derrota do Botafogo e destaca poder defensivo: ‘Deixamos o Flamengo quase inoperante’

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Reprodução / Goat

Em coletiva de imprensa após a derrota do Botafogo para o Flamengo no último minuto, o técnico Tiago Nunes lamentou o resultado, mas fez questão de ressaltar a consistência defensiva do Alvinegro no clássico.

— A gente fez um jogo muito bom dentro do contexto do adversário, do nosso contexto, da época do ano. O quanto a gente está transformando o time no passar dos dias, no caso do Mateo Ponte, do Luiz Henrique. A gente está construindo uma equipe. E nesse processo enfrentamos uma equipe mais preparada que a nossa, com mais tempo de preparação com o mesmo treinador. E essas coisas que o futebol nos aplica. Hoje era um jogo para empate. Nós tivemos duas chances no primeiro tempo e a única chance que o Flamengo teve, acabou conseguindo converter.

Eu não vou considerar, por mais que o resultado seja dolorido, esse erro no último minuto para avaliar todo o trabalho que foi desenvolvido todos os 90 minutos. A gente deixou o Flamengo quase inoperante durante todo o jogo. Isso nos mostra que estamos caminhando bem. Mas é claro que falta atenção, concentração. Por exemplo, a gente sofre um gol numa posição onde deveria ter o Barboza, que é um jogador de 1,92m. Entra o Bastos, que é um pouco mais baixo, e muda um pouco a linha. E sofremos nessa bola. Mas de forma geral a análise é positiva. Tenho que valorizar meus atletas. Estamos caminhando bem. Tenho confiança que a chegada dos jogadores dão mais qualidade. Tivemos um grande reforço além do Luiz Henrique: o Mateo Ponte.

Mais declarações de Tiago Nunes

Estreia de Luiz Henrique

— Eu vou considerar que o Luiz Henrique chegou dois dias atrás, entrou numa imersão de ativações do clube, que são normais de um jogador do tamanho dele. Passou a manhã ou com treinamentos ou com avaliações, ativações, marketing e mídia do clube. Ainda não se recuperou do fuso horário. E ele conseguiu fisicamente suportar bem o jogo com um treinamento só com os companheiros. Naquela brincadeira de batismo que se faz normalmente na refeição, ele não sabia nem sequer o nome de todos os companheiros. Então levando em conta todo esse contexto, eu acredito que foi muito boa. Nos dá uma margem de crescimento ainda grande. A gente sabe que o potencial técnico dele é incrível. Agora nós temos que gerar comportamentos coletivos para potencializar o que ele tem de bom. Saber como utilizá-lo, quais tipos de jogadas ele gosta de receber mais.

— O que ficou demonstrado hoje é que é um jogador muito cooperativo. Se comprometeu na parte tática sem pedir para ele. Ele fez isso porque vem de uma cultura que não é errado o atacante se comprometer com a fase defensiva.

Damián Suárez

— A gente precisa de um processo contínuo de formação de jogadores. Quando você traz um jogador com essa bagagem, de seleção uruguaia, com tantos anos de Europa, você nao só agrega qualidade e experiência, mas também ajuda na formação dos mais jovens. A gente tem o Mateo Ponte, que é um jovem, e agora tem um jogador que vai ajudá-lo na própria formação do Mateo naquela posição. Então é um processo de continuidade, de renovação. Nós temos um jogo como hoje, por exemplo, que essa pitada de experiência, de liderança, vai fazer a diferença. Você vai jogar um jogo na altitude, seja contra Aurora ou Melgar, ou mesmo os jogos do Brasileiro nesse nível… quanto mais jogadores com bagagem você tiver, maior é a chance de você sofrer nessa reta final como foi hoje – declarou Tiago Nunes.

Victor Sá nos acréscimos

— Ele entrou com papel tático para ajudar o Mateo Ponte na proteção contra o Bruno Henrique. Estou aqui para julgar o momento. O momento do Júnior Santos hoje é muito bom. Ele tem uma característica técnica diferente do Victor Sá, do Savarino.

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Vítor Silva/Botafogo

Mateo Ponte

— Diria o sábio que você aprende com seus próprios erros e com os erros dos outros. Há várias maneiras de você evoluir. Eu quero fazer um agradecimento público ao professor Marcelo Bielsa, o qual eu tive o prazer de conversar muitas vezes durante esses últimos 40 dias. A gente liberou o Mateo porque a gente acreditava que ele ia ter um crescimento com o Marcelo Bielsa. Ele me encaminhou todos os treinamentos da Seleção Uruguaia. Então vi o Mateo todos os dias. E o que ele demonstrou me passou a confiança de que ele poderia jogar. A própria conversa com o Bielsa me passou essa confiança sobre o jogador. E depois a bola não te pergunta idade, mas se você gosta dela, se não joga jogos importantes e não sente a pressão do ambiente. O Mateo mostrou que se sente à vontade nesse ambiente. Ele pode errar tecnicamente, taticamente, mas mentalmente ele estava muito forte. E isso dá confiança no treinador que pode utilizá-lo.

Possíveis adversários da Libertadores

— As duas equipes são de altitude. O Aurora e o Melgar. Eu conheço muito bem a equipe do Melgar, contra a qual joguei no ano passado. Tem uma base muito forte, jogadores acostumados a jogos decisivos. Normalmente o brasileiro sente muito mais a questão da altitude. Tem o fator fisiológico e o mental. Normalmente o brasileiro já chega lá perdendo por 1 a 0. Esse tipo de jogo tem que ser tratado de uma forma muito especial. Não tem adversário fácil. Vamos ter que estar bem fisica e mentalmente para encarar qualquer tipo de adversário.

Substituições

— Foram buscando um time mais ofensivo. Quando tiro o Danilo [Barbosa] e coloco o Tchê Tchê de primeiro volante e adianto também o Eduardo para ser mais um jogador criativo ali. Trago o Júnior Santos para ser um jogador de última linha, Savarino… a gente tenta ser mais criativo de forma geral. Claro que tem uma margem de crescimento. Mas o jogo de hoje nos dá um fator de comparação importante para mostrar que a gente não está tão distante também das grandes equipes do Brasil.

O Botafogo volta a campo contra o Volta Redonda, na próxima quarta, 14, às 19h, no Estádio Raulino de Oliveira, pela oitava rodada do Campeonato Carioca.

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