Plano A do Botafogo para a vaga de Davide Ancelotti, o técnico Rafael Guanaes, atualmente no Mirassol, terminou a temporada valorizado. Com uma campanha histórica e 60% de aproveitamento, o profissional foi eleito melhor técnico do Brasileirão 2025 e classificou a equipe do interior paulista direto para fase de grupos da Libertadores.
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Em entrevista recente ao “ge“, Guanaes admitiu que pensa em treinar um time grande e revelou o que pesará para a decisão de eventualmente deixar o Mirassol, quarto colocado do Campeonato Brasileiro de 2025.
— É algo que penso muito (treinar um time grande). Nesse determinado lugar, eu vou conseguir implementar minhas ideias? O grupo de jogadores ainda tem fome? Como eles vão assimilar essas ideias de jogo? Eles têm características para isso? Pensam desta forma ou vão querer se preservar? Tudo isso carece de bastante avaliação para qualquer tipo de escolha em relação ao futuro – declarou.

Saída do Mirassol
— Tudo é cíclico na vida, e no futebol também será. Em algum momento, vai acabar nossa parceria com o Mirassol. Mas isso precisa acontecer no tempo e da forma certos. Para mim é fundamental que o clube — representado principalmente pelo Juninho Antunes — sinta confiança em mim para gerir os processos de campo. E, como falamos, sem experiência nessa competição (Série A). Tenho 14 anos dirigindo equipes, montando elencos, fazendo gestão, mas não tive neste nível. Ter essa primeira oportunidade foi a premissa da construção.
— E eu não vejo que essa construção tenha terminado. Estamos em processo de amadurecimento — como clube, como jogo, individualmente, como profissionais. Muitas coisas se relacionam a vaidades e valores. E, como já disse, o aspecto financeiro é fundamental para todos, mas não é o ponto mais importante. Hoje visto uma camisa que conquistou muito respeito no cenário nacional e com ideais que eu compactuo. A reciprocidade no Mirassol é real, comigo e com todos os profissionais. Trabalhamos muito pelo Mirassol, e o Mirassol nos dá muito. É um ciclo vitorioso que faz muito sentido para este momento.
— Quando vai mudar? Não sei. O importante é viver cada dia com bons alinhamentos, construindo o clube no mesmo sentido para que todos possamos subir nossos patamares. Penso muito nesses valores, nessa paz para trabalhar — e não falo de não ter pressão, porque ela existe em qualquer nível do jogo. E na fé de que este é um tempo de propósito e construção aqui, com essas pessoas, para os próximos passos e para o legado que vamos deixar – concluiu.
Objetivos da carreira
— Quero ser campeão. Quero ser campeão brasileiro, campeão paulista, campeão da Libertadores, campeão do mundo. Porque sonhar é grande e é de graça. Sonho grande. Sonhei em manter o time na primeira divisão e participar disso. Tinha uma dívida com o clube que apostou em mim e precisava devolver. E continuo em dívida, porque é um privilégio muito grande. Tenho sonho de trabalhar fora do país, não só para conhecer culturas, lugares, competições, Espanha, Japão, Inglaterra, etc. Mas também porque é importante que o treinador brasileiro volte a ter espaço em outros mercados. E por que não sonhar com seleção brasileira? Eu sonho em terminar minha carreira entendendo que atingi meu potencial máximo. Essa seria uma das grandes realizações.
Perfil agrada à cúpula do Botafogo
Guanaes se encaixa no perfil buscado pelo Botafogo neste momento: treinador em ascensão, com trabalho consistente e bom conhecimento do futebol brasileiro. Recentemente, ele renovou contrato com o Mirassol até o fim de 2026, o que indica estabilidade no projeto atual.
Destaque no Brasileirão e vaga na Libertadores
Sob o comando de Rafael Guanaes, o Mirassol terminou o Campeonato Brasileiro na quarta colocação, garantindo vaga direta na fase de grupos da Libertadores. O desempenho chamou a atenção de clubes do país e colocou o treinador em evidência no mercado.
Histórico e ligação com dirigentes do Botafogo
Antes de chegar ao Mirassol, Guanaes construiu carreira em diferentes clubes do futebol brasileiro. Ele trabalhou nas categorias de base do Athletico-PR, onde teve contato com dirigentes que hoje atuam no Botafogo, fator que pesa a favor do nome nos bastidores.
O treinador também passou por Sampaio Corrêa, Tombense, Novorizontino, Operário-PR e Atlético-GO, até assumir o Mirassol em março de 2025.





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