A decisão da Justiça do Rio de Janeiro, proferida nesta quinta, 29, teve impacto direto nos bastidores do Botafogo e impediu a concretização de negociações envolvendo Álvaro Montoro e Danilo com o Nottingham Forest, da Inglaterra. A informação foi divulgada pelo Canal do Medeiros e revela um cenário de tensão institucional e risco patrimonial na SAF alvinegra.
Segundo a apuração, as tratativas estavam avançadas e poderiam ter sido fechadas no mesmo dia em que a Justiça determinou a proibição da venda de jogadores, após ação movida pelo clube associativo.
Venda de Danilo renderia valor líquido muito inferior ao anunciado
No caso de Danilo, a operação teria cifras expressivas no papel: cerca de € 35 milhões brutos (aproximadamente R$ 217,5 milhões). No entanto, os números líquidos seriam significativamente menores.
Após o abatimento de parcelas ainda devidas ao próprio Nottingham Forest, além de comissões de intermediários e impostos, o Botafogo receberia apenas € 8 milhões líquidos (cerca de R$ 49,7 milhões), valor considerado baixo diante da importância esportiva do volante e do contexto financeiro do clube.
Intervenção judicial evita desmonte imediato do elenco
Ainda de acordo com o Canal do Medeiros, as negociações só não foram finalizadas porque a Justiça acolheu o pedido do Botafogo associativo, que solicitou esclarecimentos formais sobre atos de gestão e eventuais alienações de ativos por parte de John Textor.
O despacho determina que o empresário norte-americano tem 48 horas para informar se praticou, pretende praticar ou mantém em curso operações de venda de jogadores ou outras movimentações relevantes na estrutura da SAF.





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