Apresentado oficialmente nesta terça no Botafogo, 10, o zagueiro Ythallo lembrou em coletiva que iniciou a carreira no outro extremo do campo, como atacante. Para o jogador, a antiga função em campo hoje pode ajudar o time na temporada.
— Eu acho que ajuda, porque você acaba jogando de atacante e quando você vai marcar um centroavante, às vezes você sabe o que o centroavante está pensando e em certos momentos ajuda. Eu acho que a torcida do Botafogo pode esperar um zagueiro ofensivo, tanto com a bola, questão aérea também, e acho que posso ajudar bastante nessa questão ofensiva – disse Ythallo, que citou seu estilo de jogo.
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Características
– Minhas características são um zagueiro de boa construção, de boa noção defensiva, um para um, cobertura, e acho que isso se encaixa com o esquema do jogo, com os três zagueiros também. A gente está lá para encaixar exatamente no que o treinador pedir, a gente tem que estar pronto, tem que estar preparado para o que o treinador quiser, e é isso.

Acerto com o Botafogo
– Eu gostaria de expressar toda a minha felicidade de estar aqui, nesse grande clube. Desde quando surgiu a oportunidade de estar aqui, falando com a minha família, falando com os nossos agentes, eu não tinha nenhuma dúvida. Sempre quis estar aqui, precisava dessa oportunidade e Deus me deu. E eu quero fazer por merecer, quero ajudar. Venho aqui para somar com o clube, ajudar a conquistar grandes coisas aqui, porque é o que esse clube merece. E estou muito feliz de estar aqui, para mim é uma grande honra.
Adaptação ao Botafogo
– Desde o começo, desde o primeiro dia, foi muito fácil. Todos me acolheram muito bem. Desde os mais experientes, como Barboza, Telles, Marçal, Bastos. Me acolheram como um irmão desde o primeiro dia, então foi muito fácil. É um grupo muito bom de trabalhar, de estar lá todos os dias. Muito bom, foi muito bom.
Esquema com 3 zagueiros
– Em relação à questão do esquema com linha de três, estou bem adaptado, no dia a dia o Anselmi vem conversando bastante com a gente de algumas variações, de modelos de jogo. É bem tranquilo, ali na beira do campo nos jogos bate a ansiedade de querer estar lá, de querer jogar, mas a gente tenta se manter tranquilo porque a gente tem total confiança nas pessoas que estão aqui trabalhando. A gente já sabia que essa situação ia se resolver, então o trabalho nosso era de se preparar nos dias de treino e estar pronto para quando a oportunidade chegar.
Expecativa da estreia
– A expectativa é muito grande, a gente vem trabalhando há mais de um mês, trabalhando todos os dias, forte, pré-temporada, sol, chuva, e eu acho que a gente está preparado. Tanto nós dois quanto todo o elenco, a gente está preparado e focado nesse jogo.
Bastos e Alexander Barboza
– Para mim, é uma honra jogar com esses dois. Eu sei da história que eles têm aqui. As coisas ficam muito mais fáceis jogando com os dois do lado. Passam muita confiança, muita segurança também. Me orientam bastante no dia a dia. E, cara, jogar com eles fica muito mais fácil. Realmente fica muito mais fácil. A gente está tendo mais entrosamento no dia a dia. Então, acho que essa conexão vai dar certo.
Família e início na carreira
– As lembranças são muito boas. Bate até uma saudade deles. Eles estão em São Paulo. É difícil para eles virem para cá, por questão do trabalho. Meu irmão joga também. Então, o calendário dele está apertado igual o nosso. Mas bate a lembrança de tudo que a gente passou. É até parecida a história, porque minha avó que me levava. Minha avó e meu avô que me levavam para os treinos. Meus pais trabalhavam. Então, meus avós tinham essa função. Desde pequeno, meu avô e minha avó estavam ali comigo sempre. Me levavam, faziam marmita para comer no carro. E ver tudo que a gente passou e hoje estar aqui realizando esse sonho de estar em um clube tão grande é muito bom.
Passagem pelo Canadá
– Para mim, era tudo muito novo. Fui para lá com 19 anos. Passaram dois anos. Mas era tudo novo. Tinha que aprender uma língua diferente, estava morando sozinho, então eu acho que a trabalho foi mais a adaptação que demorou um pouco. E quando eu estava adaptado, começando a me adaptar, surgiu o Botafogo. E aí, não tinha como, tinha que vir.
Negociação com o Botafogo
— Na minha cabeça, eu sempre trabalhava pensando que precisava estar pronto. Que eu precisava trabalhar todos os dias pra quando a oportunidade chegasse eu estar pronto. E eu sabia que ia chegar. A gente, desde quando surgiu a primeira conversa com o Alê (Alessandro Brito), com os meus agentes, sempre foram muito transparentes. Sempre falaram que iam resolver. Então, tinha total tranquilidade. E meu foco era estar preparado e me preparar nos dias de treino. Fora de campo também, estar preparado. Estava sempre focado pra quando a oportunidade chegasse.



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