O Botafogo passou a ser alvo de uma investigação inédita da ANRESF, órgão responsável por fiscalizar o fair play financeiro no país. Trata-se da primeira diligência formal da entidade, criada em janeiro.
📄 O que está sendo investigado
A ANRESF instaurou um procedimento para apurar supostas práticas de má gestão no clube, após uma sequência de reportagens envolvendo operações financeiras ligadas ao Olympique Lyonnais, que também integrava a estrutura de John Textor.
Um ofício enviado ao Botafogo solicita uma série de documentos, com destaque para:
- Contrato de empréstimo de US$ 25 milhões utilizado para quitar parte da dívida pela contratação de Thiago Almada junto ao Atlanta United
- Detalhes sobre juros considerados possivelmente abusivos
- Informações sobre transferências de jogadores usadas para antecipação de receitas
O documento menciona ainda suspeitas de:
- “Transferências fantasmas”
- Discrepâncias em relatórios financeiros entre clubes do mesmo grupo
O Botafogo tem 15 dias para apresentar as informações.
⚖️ Contexto e avanço da apuração
A investigação ocorre semanas após uma denúncia inicial ter sido arquivada por não se enquadrar no escopo da agência. Ainda assim, o volume de informações públicas levou à abertura de uma diligência documental, que pode evoluir dependendo das análises.
O regimento da ANRESF permite:
- Ampliação do escopo da investigação
- Abertura de novos procedimentos a partir dos dados coletados
Há preocupação interna de que as demonstrações financeiras a serem entregues em abril possam ser impactadas pelo cenário.
🗣️ Posicionamento do clube
Em nota, o Botafogo afirmou que recebe a investigação com tranquilidade:
— “A ANRESF está cumprindo o seu papel estatutário […] vamos prestar todos os esclarecimentos necessários. Estamos seguros”.
O clube também sugeriu que a denúncia teria motivação externa para afetar sua reputação.













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