O Botafogo solicitou alterações na proposta apresentada pela GDA Luma para assumir o controle da SAF alvinegra. A informação foi divulgada pelo jornalista Bernardo Gentile, no canal “Arena Alvinegra”, nesta segunda, 11.
Segundo o repórter, o departamento jurídico do clube analisou a documentação enviada pelo fundo norte-americano e sugeriu ajustes contratuais visando ampliar a proteção do associativo em cláusulas consideradas estratégicas.
Internamente, porém, há confiança de que os pedidos serão aceitos sem maiores obstáculos pela GDA.
A empresa especializada em reestruturação de ativos em crise aparece hoje como favorita para assumir a SAF do Botafogo, em meio ao processo de recuperação judicial e à disputa societária envolvendo John Textor, Eagle e Ares.
De acordo com Bernardo Gentile, a percepção dentro do clube social sobre um eventual retorno de Textor ao comando da SAF também segue a mesma: o cenário é considerado improvável neste momento.
Além disso, alguns dirigentes do associativo estão fora do Brasil por compromissos pessoais, mas as tratativas com a GDA continuam acontecendo normalmente nos bastidores.
Na próxima quinta, 15, está prevista a Assembleia Geral Extraordinária da SAF, convocada por determinação da Justiça do Rio de Janeiro. A tendência é que Durcesio Mello seja confirmado oficialmente no cargo de diretor-geral, função que ocupa interinamente desde o afastamento de Textor pelo Tribunal Arbitral da FGV.

Como a GDA Luma atua
O modelo da GDA Luma segue um roteiro bem definido no mercado financeiro.
Primeiro, identifica empresas endividadas, mas com potencial de geração de caixa. Depois, adquire dívidas com desconto relevante, geralmente com garantia. A partir daí, passa a ter influência — ou controle — sobre a operação. É o chamado perfil de “white knight” — aquele investidor que entra em cenários críticos para tentar salvar o ativo.
A partir desse ponto, vem a fase mais sensível: o turnaround — a volta por cima em tradução livre. Corte de custos, ajuste de governança, reestruturação financeira, digitalização de processos. Tudo com um objetivo claro: recuperar valor e, no futuro, vender melhor.
Não é um investimento emocional. É técnico e de alto risco.





Comentários