Acertado com o Palmeiras, o zagueiro Alexander Barboza se despediu da torcida do Botafogo no Nilton Santos na vitória sobre o Corinthians por 3 a 1, domingo, pelo Campeonato Brasileiro. O último ato do argentino no Rio, no entanto, ainda não marca a última partida pelo Glorioso.
Isso porque, antes da parada para a Copa do Mundo, o Botafogo ainda tem quatro jogos — dois dos quais pela Sul-Americana. Na competição continental, Alexander Barboza pode atuar. Já pelo Brasileiro, ele já excedeu o limite de jogos e não entra mais em campo com a camisa do Alvinegro.
Segundo o “Lance!”, o Palmeiras agora aguarda até o fim da fase de grupos da Sul-Americana para, de fato, apresentar oficialmente o novo reforço para o segundo semestre.

Vendido por salário
A transferência para o Palmeiras foi fechada por cerca de US$ 4 milhões, valor próximo de R$ 20 milhões.
— O clube precisa de dinheiro, precisava pagar o salário dos jogadores e ligaram para mim falando que eu tinha que ir embora porque a minha renovação no clube estava parada. Com a renovação travada, o clube decidiu que o melhor era me vender e falou para mim: “Tem que ir embora”. Me deram as opções de Palmeiras e Cruzeiro. O clube escolheu quem dava mais dinheiro. A realidade é que eu não me senti valorizado — declarou Barboza, em falas reproduzidas pelo jornal “O Globo”.
O defensor afirmou ainda que foi surpreendido pela decisão e garantiu que não planejava deixar o Alvinegro no meio da temporada.
— Me surpreendi (quando me ligaram). Porque eu não tinha pensado em sair no meio do ano. Se eu fosse sair, seria no fim do ano, como agente livre. Por dinheiro não foi porque se eu saísse livre no fim do ano, eu iria receber muito mais dinheiro. Mercenário eu não fui. Eu decidi ajudar meus companheiros e o clube decidiu me vender para pagar seus compromissos — acrescentou.
Barboza também detalhou os motivos que impediram um acordo de renovação com a SAF do Botafogo.
Segundo o zagueiro, uma das exigências era ter garantias de permanência no clube, sem risco de venda imediata após a assinatura de um novo contrato. Além disso, ele queria maior segurança sobre o projeto esportivo da SAF.
— Eu pedi a segurança de que eu não queria ser vendido quando eu renovasse, eu queria ter a certeza de que não ia ser vendido, como aconteceu com outros jogadores. Eu queria ter certeza que o clube ia ter um projeto ganhador. O clube não conseguiu me dar as duas coisas que eu pedi — finalizou.










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