Ex-head scout do Botafogo, Raphael Rezende lembrou um episódio marcante da Libertadores em 2024, conquistada pelo Glorioso contra o Atlético-MG, em Buenos Aires.
— O Brunno Noce teve um sonho. Estou falando sobre isso porque quando a gente fala de sonho parece que inventamos. Ele falou disso 3, 4 meses antes, não tinha nem o chaveamento do confronto das oitavas para frente. Ele fala o seguinte: “sonhei que o Botafogo jogava a final contra o Atlético-MG, de branco, e era campeão.” Juro que falou, na sala, com a gente trabalhando junto. Enfim, passou, nem cabia mais falar sobre isso. Quando chegou na semifinal, a gente passa e o Galo passa do River, ele fala: “aí, chegou!” e a gente não sabia como ia ser o uniforme. A gente jogou de branco, no primeiro lance o Gregore é expulso. Eu falei pra ele: “Que sonho é esse, você tá louco?” Ali é um oceano de água fria. Era algo que nunca tinha acontecido – iniciou em entrevista no “Charla Podcast” nesta sexta, 29.
— Eu acho que era a vez do Botafogo. Era a semana, o time vem dos tropeços em casa, Cuiabá e Criciúma… Maracanã e Nilton Santos, perde a liderança, e tem um jogo fora de casa, na mesma semana, contra o líder Palmeiras. Aí o Artur [Jorge] chama aquela coletiva antes de viajar, bate no peito, diz que vai fazer e acontecer. O jogo contra o Palmeiras é absurdo, a final pelo contexto é inacreditável. Se a gente joga 90 minutos contra o Atlético-MG tendo a responsabilidade de ganhar o jogo talvez tivesse sido mais difícil. Ela foi muito tensa porque é impossível não ser tenso jogar 11×10 o jogo inteiro. Mas ter a oportunidade para jogar no espaço, para esse time, é algo muito marcante – concluiu.





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