Afastado do controle da SAF Botafogo, John Textor avaliou o atual momento do futebol do Alvinegro e apontou para um cenário para um ‘período muito assustador’.
— Nós nos conhecemos, gostamos uns dos outros, o vínculo entre mim e o departamento de futebol… muitos dos jogadores estão me enviando mensagens. Acho que eles estão tomando são boas decisões. Acho que eles estão tomando as decisões que eu, provavelmente, tomaria, se fosse eu quem estivesse escolhendo. Mas não sou eu quem está tomando as decisões – disse Textor em entrevista à “Rádio Itatiaia”.
– Estamos prestes a entrar em um período muito assustador. Sabe… o que você faz com o elenco? A pausa da Copa do Mundo está quase acabando. Temos grandes decisões para tomar. Nossos principais jogadores… alguns podem querer sair, especialmente com toda essa turbulência. Se eu fosse um jogador do Botafogo e, estou vendo o fundador da SAF, que reuniu esse projeto, reuniu esse time, com o qual todos nós conquistamos títulos… se eu estivesse vendo isso acontecer… que o amor e a cultura do Botafogo, que trouxeram essas conquistas, estivessem sendo desmontados pelo clube social, eu iria querer sair – continuou.
— Vocês viram que o técnico, Franclim (Carvalho), pensou em sair. Agora, um jogador (Danilo) está pensando em sair. Eu acho que a família precisa permanecer unida. Precisamos olhar para a frente. Toda essa bobagem pela qual estamos passando poderia acabar amanhã se a liderança do clube social deixasse os egos de lado e reconhecesse tudo o que conquistamos juntos e quantos títulos podemos ganhar se seguirmos em frente juntos – concluiu.
Sem John Textor, a SAF Botafogo está próxima de ser administrada pela GDA Luma. Segundo o ex-presidente Carlos Augusto Montenegro, a nova empresa deve ser anunciada nesta sexta, 3, como nova controladora do Glorioso.
Quem é a GDA Luma?
A GDA Luma é uma gestora especializada em empresas em crise financeira — os chamados ativos “distressed”. Fundada por volta de 2021, administra cerca de US$ 406 milhões e opera com uma equipe enxuta, de aproximadamente 14 profissionais.
Como a GDA Luma atua
O modelo da GDA Luma segue um roteiro bem definido no mercado financeiro.
Primeiro, identifica empresas endividadas, mas com potencial de geração de caixa. Depois, adquire dívidas com desconto relevante, geralmente com garantia. A partir daí, passa a ter influência — ou controle — sobre a operação. É o chamado perfil de “white knight” — aquele investidor que entra em cenários críticos para tentar salvar o ativo.
A partir desse ponto, vem a fase mais sensível: o turnaround — a volta por cima em tradução livre. Corte de custos, ajuste de governança, reestruturação financeira, digitalização de processos. Tudo com um objetivo claro: recuperar valor e, no futuro, vender melhor.

Gabriel de Alba
A sigla GDA vem das iniciais Gabriel de Alba, fundador e sócio-gerente da empresa, executivo com mais de 25 anos de experiência em reestruturações e passagem por mercados como Estados Unidos, Europa e Canadá.
No setor, ganhou um apelido que diz muito: “pit bull dos negócios”. A reputação vem do estilo direto.
De Alba construiu carreira atuando em operações complexas, muitas delas em cenários de recuperação judicial ou quase falência. Tem no currículo casos relevantes, como a reestruturação do Cirque du Soleil e da Gateway Casinos.
Quais empresas a GDA já recuperou?
A GDA Luma tem experiência comprovada em recuperações de empresas distressed via compra de dívidas e turnarounds operacionais liderados por Gabriel de Alba.
Cirque du Soleil
Gabriel de Alba, presidente do conselho, liderou a reestruturação pós-falência durante a pandemia de COVID-19, recapitalizando a companhia canadense de circo e entretenimento que estava à beira do colapso, restaurando operações e estabilidade financeira.
Gateway Casinos & Entertainment
De Alba preside o conselho da operadora de cassinos canadense, recuperada de processo de insolvência via aquisição de dívidas distressed, com foco em otimização operacional e crescimento sustentável.
Frontera Energy
Recuperada quando conhecida como Pacific Rubiales, empresa de exploração de petróleo na Colômbia; De Alba como presidente do conselho implementou reestruturação de dívida e turnaround, estabilizando a companhia.
Pat McGrath Labs
Em 2026, a GDA Luma injetou até US$ 30 milhões via Chapter 11 (US$ 10 milhões DIP financing + US$ 20 milhões pós-emergência), assumindo controle acionário como credor sênior, permitindo recapitalização e continuidade criativa com Pat McGrath como CCO.






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