O empresário Gabriel de Alba, sócio-proprietário da GDA Luma e futuro controlador da SAF do Botafogo, é esperado no Rio de Janeiro entre os dias 18 e 20 de agosto. A informação foi divulgada pelo influenciador Thiago Franklin, no canal Arena Alvinegra.
A expectativa é que o mexicano acompanhe de perto o jogo de volta das oitavas de final da Copa Sul-Americana, no Estádio Nilton Santos.
O Glorioso, que terminou a fase de grupos com a melhor campanha geral, ainda aguarda a definição de seu adversário. O rival sairá do confronto entre Lanús e Cienciano, válido pelos playoffs da competição.
O primeiro duelo entre argentinos e peruanos está marcado para 22 de julho, em Buenos Aires, enquanto a partida de volta será disputada em 29 de julho, em Cusco. Ambos os jogos começam às 21h30 (de Brasília).
Embora a transferência do controle da SAF ainda dependa da conclusão dos trâmites legais, Gabriel de Alba já participa do cotidiano do Botafogo. O empresário acompanha decisões estratégicas do clube enquanto é finalizada a transferência das ações que pertenciam à Eagle Football, atualmente administradas pela Cork Gully LLP.
A expectativa é que a conclusão desse processo oficialize a GDA Luma, de fato, como controladora da SAF alvinegra, com 90% das ações, mantendo o Botafogo associativo com os 10% restantes.

Quem é a GDA Luma?
A GDA Luma é uma gestora especializada em empresas em crise financeira — os chamados ativos “distressed”. Fundada por volta de 2021, administra cerca de US$ 406 milhões e opera com uma equipe enxuta, de aproximadamente 14 profissionais.
Como a GDA Luma atua
O modelo da GDA Luma segue um roteiro bem definido no mercado financeiro.
Primeiro, identifica empresas endividadas, mas com potencial de geração de caixa. Depois, adquire dívidas com desconto relevante, geralmente com garantia. A partir daí, passa a ter influência — ou controle — sobre a operação. É o chamado perfil de “white knight” — aquele investidor que entra em cenários críticos para tentar salvar o ativo.
A partir desse ponto, vem a fase mais sensível: o turnaround — a volta por cima em tradução livre. Corte de custos, ajuste de governança, reestruturação financeira, digitalização de processos. Tudo com um objetivo claro: recuperar valor e, no futuro, vender melhor.
Gabriel de Alba
A sigla GDA vem das iniciais Gabriel de Alba, fundador e sócio-gerente da empresa, executivo com mais de 25 anos de experiência em reestruturações e passagem por mercados como Estados Unidos, Europa e Canadá.
No setor, ganhou um apelido que diz muito: “pit bull dos negócios”. A reputação vem do estilo direto.
De Alba construiu carreira atuando em operações complexas, muitas delas em cenários de recuperação judicial ou quase falência. Tem no currículo casos relevantes, como a reestruturação do Cirque du Soleil e da Gateway Casinos.
Quais empresas a GDA já recuperou?
A GDA Luma tem experiência comprovada em recuperações de empresas distressed via compra de dívidas e turnarounds operacionais liderados por Gabriel de Alba.
Cirque du Soleil
Gabriel de Alba, presidente do conselho, liderou a reestruturação pós-falência durante a pandemia de COVID-19, recapitalizando a companhia canadense de circo e entretenimento que estava à beira do colapso, restaurando operações e estabilidade financeira.
Gateway Casinos & Entertainment
De Alba preside o conselho da operadora de cassinos canadense, recuperada de processo de insolvência via aquisição de dívidas distressed, com foco em otimização operacional e crescimento sustentável.
Frontera Energy
Recuperada quando conhecida como Pacific Rubiales, empresa de exploração de petróleo na Colômbia; De Alba como presidente do conselho implementou reestruturação de dívida e turnaround, estabilizando a companhia.
Pat McGrath Labs
Em 2026, a GDA Luma injetou até US$ 30 milhões via Chapter 11 (US$ 10 milhões DIP financing + US$ 20 milhões pós-emergência), assumindo controle acionário como credor sênior, permitindo recapitalização e continuidade criativa com Pat McGrath como CCO.










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