O ex-controlador da SAF do Botafogo, John Textor, teria aconselhado diretamente alguns jogadores a deixarem o clube ao projetar dificuldades para o futebol alvinegro com a chegada da GDA Luma. A informação é do influenciador Thiago Franklin, no canal Arena Alvinegra.
Segundo o influenciador, Textor procurou atletas do elenco durante o período de transição da SAF e recomendou que buscassem novos destinos. No entanto, de acordo com pessoas próximas aos jogadores, a reação do grupo não foi positiva.
— Realmente o Textor chegou a falar com alguns jogadores mesmo, para os jogadores saírem do Botafogo, que o Botafogo iria acabar. A entrevista que ele concedeu à Itatiaia, de que ele estaria orientando as pessoas… De fato, ele tentou conversar com os jogadores. Mas, segundo algumas fontes próximas aos jogadores, os jogadores acho que não viram com bons olhos as falas do John Textor. Acho que os jogadores não são tão fãs dele – afirmou Thiago Franklin.
A declaração vai ao encontro da entrevista concedida por John Textor à Itatiaia, publicada há cerca de dez dias. Na ocasião, o empresário norte-americano afirmou enxergar um cenário preocupante para o clube sob a nova gestão e disse que, se estivesse no elenco, também cogitaria uma saída.
— Estamos prestes a entrar em um período muito assustador. Sabe… o que você faz com o elenco? A pausa da Copa do Mundo está quase acabando. Portanto temos grandes decisões para tomar. Nossos principais jogadores… alguns podem querer sair, especialmente com toda essa turbulência. Se eu fosse um jogador do Botafogo e, estou vendo o fundador da SAF, que reuniu esse projeto, reuniu esse time, com o qual todos nós conquistamos títulos… Se eu estivesse vendo isso acontecer… Que o amor e a cultura do Botafogo, que trouxeram essas conquistas, estivessem sendo desmontados pelo clube social, certamente eu iria querer sair – declarou Textor.
Enquanto a disputa societária segue nos bastidores, a SAF do Botafogo permanece em recuperação judicial. A GDA Luma, nova investidora do clube, já realizou os primeiros aportes financeiros, utilizados para regularizar pendências como salários e direitos de imagem, que estavam em atraso junto ao elenco.
Quem é a GDA Luma?
A GDA Luma é uma gestora especializada em empresas em crise financeira — os chamados ativos “distressed”. Fundada por volta de 2021, administra cerca de US$ 406 milhões e opera com uma equipe enxuta, de aproximadamente 14 profissionais.
Como a GDA Luma atua
O modelo da GDA Luma segue um roteiro bem definido no mercado financeiro.
Primeiro, identifica empresas endividadas, mas com potencial de geração de caixa. Depois, adquire dívidas com desconto relevante, geralmente com garantia. A partir daí, passa a ter influência — ou controle — sobre a operação. É o chamado perfil de “white knight” — aquele investidor que entra em cenários críticos para tentar salvar o ativo.
A partir desse ponto, vem a fase mais sensível: o turnaround — a volta por cima em tradução livre. Corte de custos, ajuste de governança, reestruturação financeira, digitalização de processos. Tudo com um objetivo claro: recuperar valor e, no futuro, vender melhor.

Gabriel de Alba
A sigla GDA vem das iniciais Gabriel de Alba, fundador e sócio-gerente da empresa, executivo com mais de 25 anos de experiência em reestruturações e passagem por mercados como Estados Unidos, Europa e Canadá.
No setor, ganhou um apelido que diz muito: “pit bull dos negócios”. A reputação vem do estilo direto.
De Alba construiu carreira atuando em operações complexas, muitas delas em cenários de recuperação judicial ou quase falência. Tem no currículo casos relevantes, como a reestruturação do Cirque du Soleil e da Gateway Casinos.
Quais empresas a GDA já recuperou?
A GDA Luma tem experiência comprovada em recuperações de empresas distressed via compra de dívidas e turnarounds operacionais liderados por Gabriel de Alba.
Cirque du Soleil
Gabriel de Alba, presidente do conselho, liderou a reestruturação pós-falência durante a pandemia de COVID-19, recapitalizando a companhia canadense de circo e entretenimento que estava à beira do colapso, restaurando operações e estabilidade financeira.
Gateway Casinos & Entertainment
De Alba preside o conselho da operadora de cassinos canadense, recuperada de processo de insolvência via aquisição de dívidas distressed, com foco em otimização operacional e crescimento sustentável.
Frontera Energy
Recuperada quando conhecida como Pacific Rubiales, empresa de exploração de petróleo na Colômbia; De Alba como presidente do conselho implementou reestruturação de dívida e turnaround, estabilizando a companhia.
Pat McGrath Labs
Em 2026, a GDA Luma injetou até US$ 30 milhões via Chapter 11 (US$ 10 milhões DIP financing + US$ 20 milhões pós-emergência), assumindo controle acionário como credor sênior, permitindo recapitalização e continuidade criativa com Pat McGrath como CCO.










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