A Montegra Holdings, credora da SAF do Botafogo e empresa que tem como proprietária Daniela Yoemy Colon, assistente de John Textor, notificou judicialmente Botafogo e Palmeiras para tentar receber parte dos valores de uma eventual transferência do volante Danilo. A informação é do “ge”, nesta quinta, 16.
Segundo a reportagem, a empresa, sediada no estado da Flórida, nos Estados Unidos, cobra R$ 15,8 milhões da SAF alvinegra e ingressou com uma ação na Justiça do Rio de Janeiro na última terça.
Conforme revelou o portal “JOTA” no mês passado, a Montegra concedeu um empréstimo de R$ 15 milhões ao Botafogo em dezembro de 2025. Como garantia da operação, a SAF, então administrada por John Textor, ofereceu os valores provenientes de futuras vendas de jogadores.
A movimentação ocorre em meio às especulações envolvendo uma possível negociação de Danilo, que vem sendo monitorado pelo Palmeiras e por clubes do futebol europeu.
Vale lembrar que, quando o caso foi revelado pelo “JOTA”, John Textor afirmou que a Montegra também buscaria receber valores ligados à negociação de Alexander Barboza com o Palmeiras e acusou a GDA Luma de interferir na operação.
— A GDA enviou uma carta para o Palmeiras dizendo: ‘Ei, soubemos que vocês estão comprando o Barboza, certifiquem-se de nos enviar o dinheiro.’ Bem, isso é completamente ilegal. É fraude bancária, porque eles foram o segundo banco a aparecer”, declarou Textor ao “JOTA”, no início de junho.
Quem é a GDA Luma?
A GDA Luma é uma gestora especializada em empresas em crise financeira — os chamados ativos “distressed”. Fundada por volta de 2021, administra cerca de US$ 406 milhões e opera com uma equipe enxuta, de aproximadamente 14 profissionais.
Como a GDA Luma atua
O modelo da GDA Luma segue um roteiro bem definido no mercado financeiro.
Primeiro, identifica empresas endividadas, mas com potencial de geração de caixa. Depois, adquire dívidas com desconto relevante, geralmente com garantia. A partir daí, passa a ter influência — ou controle — sobre a operação. É o chamado perfil de “white knight” — aquele investidor que entra em cenários críticos para tentar salvar o ativo.
A partir desse ponto, vem a fase mais sensível: o turnaround — a volta por cima em tradução livre. Corte de custos, ajuste de governança, reestruturação financeira, digitalização de processos. Tudo com um objetivo claro: recuperar valor e, no futuro, vender melhor.

Gabriel de Alba
A sigla GDA vem das iniciais Gabriel de Alba, fundador e sócio-gerente da empresa, executivo com mais de 25 anos de experiência em reestruturações e passagem por mercados como Estados Unidos, Europa e Canadá.
No setor, ganhou um apelido que diz muito: “pit bull dos negócios”. A reputação vem do estilo direto.
De Alba construiu carreira atuando em operações complexas, muitas delas em cenários de recuperação judicial ou quase falência. Tem no currículo casos relevantes, como a reestruturação do Cirque du Soleil e da Gateway Casinos.

Quais empresas a GDA já recuperou?
A GDA Luma tem experiência comprovada em recuperações de empresas distressed via compra de dívidas e turnarounds operacionais liderados por Gabriel de Alba.
Cirque du Soleil
Gabriel de Alba, presidente do conselho, liderou a reestruturação pós-falência durante a pandemia de COVID-19, recapitalizando a companhia canadense de circo e entretenimento que estava à beira do colapso, restaurando operações e estabilidade financeira.
Gateway Casinos & Entertainment
De Alba preside o conselho da operadora de cassinos canadense, recuperada de processo de insolvência via aquisição de dívidas distressed, com foco em otimização operacional e crescimento sustentável.
Frontera Energy
Recuperada quando conhecida como Pacific Rubiales, empresa de exploração de petróleo na Colômbia; De Alba como presidente do conselho implementou reestruturação de dívida e turnaround, estabilizando a companhia.
Pat McGrath Labs
Em 2026, a GDA Luma injetou até US$ 30 milhões via Chapter 11 (US$ 10 milhões DIP financing + US$ 20 milhões pós-emergência), assumindo controle acionário como credor sênior, permitindo recapitalização e continuidade criativa com Pat McGrath como CCO.










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