Sob a gestão da GDA Luma, a SAF Botafogo manterá o forte investimento no futebol, tal qual o previsto em contrato assinado com John Textor, hoje afastado do comando da empresa. A informação é do influenciador Thiago Franklin.
– Outro ponto que é importante, essa é uma apuração nossa que até falei na live pós-jogo, o Botafogo tem algumas questões que são interessantes a respeito do seu contrato com a GDA Luma. O contrato final ainda não foi assinado. Porém, todas aquelas cláusulas que foram colocadas lá no contrato com o John Textor em relação à competitividade estarão no novo contrato com a GDA Luma. Isso quer dizer que aquela cláusula do Botafogo ter que manter investimentos de top-6 vai ser mantida – afirmou Thiago Franklin.
– Então, o torcedor que tinha aquela preocupação de talvez o Botafogo não montar uma folha, da GDA Luma se preocupar apenas com as dívidas e largar a competitividade do elenco, isso não vai acontecer. É um ponto importantíssimo, já que o Botafogo e nós botafoguenses queremos que o Botafogo termine competitivamente toda essa temporada e todo esse ano.
– Se você estava com medo do Botafogo não ter uma folha salarial competitiva, uma folha salarial para brigar na parte de cima da tabela, mesmo a gente contratando jogadores com fome e sede, o Botafogo também vai ter que manter ali uma estrutura financeira condizente com o seu tamanho. E, é claro, o Botafogo social tem que cobrar isso como sócio minoritário. A gente tem que cobrar investimentos da GDA Luma dentro daquilo que foi acordado – acrescentou.

Quem é a GDA Luma?
A GDA Luma é uma gestora especializada em empresas em crise financeira — os chamados ativos “distressed”. Fundada por volta de 2021, administra cerca de US$ 406 milhões e opera com uma equipe enxuta, de aproximadamente 14 profissionais.
Como a GDA Luma atua
O modelo da GDA Luma segue um roteiro bem definido no mercado financeiro.
Primeiro, identifica empresas endividadas, mas com potencial de geração de caixa. Depois, adquire dívidas com desconto relevante, geralmente com garantia. A partir daí, passa a ter influência — ou controle — sobre a operação. É o chamado perfil de “white knight” — aquele investidor que entra em cenários críticos para tentar salvar o ativo.
A partir desse ponto, vem a fase mais sensível: o turnaround — a volta por cima em tradução livre. Corte de custos, ajuste de governança, reestruturação financeira, digitalização de processos. Tudo com um objetivo claro: recuperar valor e, no futuro, vender melhor.
Gabriel de Alba
A sigla GDA vem das iniciais Gabriel de Alba, fundador e sócio-gerente da empresa, executivo com mais de 25 anos de experiência em reestruturações e passagem por mercados como Estados Unidos, Europa e Canadá.
No setor, ganhou um apelido que diz muito: “pit bull dos negócios”. A reputação vem do estilo direto.
De Alba construiu carreira atuando em operações complexas, muitas delas em cenários de recuperação judicial ou quase falência. Tem no currículo casos relevantes, como a reestruturação do Cirque du Soleil e da Gateway Casinos.
Quais empresas a GDA já recuperou?
A GDA Luma tem experiência comprovada em recuperações de empresas distressed via compra de dívidas e turnarounds operacionais liderados por Gabriel de Alba.
Cirque du Soleil
Gabriel de Alba, presidente do conselho, liderou a reestruturação pós-falência durante a pandemia de COVID-19, recapitalizando a companhia canadense de circo e entretenimento que estava à beira do colapso, restaurando operações e estabilidade financeira.
Gateway Casinos & Entertainment
De Alba preside o conselho da operadora de cassinos canadense, recuperada de processo de insolvência via aquisição de dívidas distressed, com foco em otimização operacional e crescimento sustentável.
Frontera Energy
Recuperada quando conhecida como Pacific Rubiales, empresa de exploração de petróleo na Colômbia; De Alba como presidente do conselho implementou reestruturação de dívida e turnaround, estabilizando a companhia.
Pat McGrath Labs
Em 2026, a GDA Luma injetou até US$ 30 milhões via Chapter 11 (US$ 10 milhões DIP financing + US$ 20 milhões pós-emergência), assumindo controle acionário como credor sênior, permitindo recapitalização e continuidade criativa com Pat McGrath como CCO.










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