Após a justiça britânica conceder uma liminar a John Textor para impedir que a Cork Gully LLP, administradora judicial da Eagle Bidco, venda as ações da SAF Botafogo, o empresário se manifestou. Em post direcionado ao “Canal do Manel”, o estadunidense criticou o influenciador e deu seu ponto de vista.
“Errou de novo, marionete! canaldomanel_, por que você está sempre manipulando a nossa família? A decisão judicial no Reino Unido tratou especificamente da questão da propriedade; tivemos que provar ao juiz que a alegação de propriedade constituía uma questão séria a ser julgada, com chances reais de êxito — e esse juiz exigiu todas as provas de propriedade antes de proferir sua decisão. Ele chegou a suspender a audiência ontem, por 24 horas, para solicitar mais evidências da minha propriedade. Uma liminar é algo sério, e não se permite que pessoas bloqueiem as atividades de outras com base em alegações infundadas. Você vive dizendo que é advogado, então deveria agir como tal. Estude antes de falar. Está claro que continuo sendo o proprietário da SAF Botafogo, e a justiça está começando a concordar com isso.” – escreveu Textor.
O que aconteceu
Na prática, a liminar impede que a Cork Gully, sediada no Reino Unido, venda as ações pelo menos até 9 de setembro, quando o caso será analisado novamente pela Justiça britânica.
Na avaliação do juiz Mark Pelling, a situação da disputa entre Textor e Eagle Bidco na Inglaterra é diferente do cenário no Brasil, onde um pedido de liminar feito pelo empresário havia sido negado.
— A situação agora é materialmente diferente — afirmou o magistrado, citando que os administradores da Cork Gully retiraram o acordo formal que os impedia de vender as ações.
Segundo Pelling, isso criou um novo cenário no processo.
— Agora existe um risco implícito de que as ações sejam vendidas mais cedo do que se imagina — acrescentou o juiz.
Na decisão, o magistrado também apontou uma “dificuldade” causada pela ausência de manifestação da Eagle Bidco no processo. Com isso, o tribunal precisou considerar a versão apresentada por John Textor de que ele não teria recebido o pagamento necessário para transferir as ações de sua propriedade pessoal para a holding.
A decisão da Justiça britânica ocorre após o Judiciário brasileiro ter negado um pedido semelhante apresentado por Textor. No Brasil, o empresário tentava impedir a transferência ou venda das ações da SAF do Botafogo.
Agora, a liminar obtida na Inglaterra mantém as ações indisponíveis para venda até, pelo menos, a nova análise prevista para 9 de setembro.

Quem é a GDA Luma?
A GDA Luma é uma gestora especializada em empresas em crise financeira — os chamados ativos “distressed”. Fundada por volta de 2021, administra cerca de US$ 406 milhões e opera com uma equipe enxuta, de aproximadamente 14 profissionais.
Como a GDA Luma atua
O modelo da GDA Luma segue um roteiro bem definido no mercado financeiro.
Primeiro, identifica empresas endividadas, mas com potencial de geração de caixa. Depois, adquire dívidas com desconto relevante, geralmente com garantia. A partir daí, passa a ter influência — ou controle — sobre a operação. É o chamado perfil de “white knight” — aquele investidor que entra em cenários críticos para tentar salvar o ativo.
A partir desse ponto, vem a fase mais sensível: o turnaround — a volta por cima em tradução livre. Corte de custos, ajuste de governança, reestruturação financeira, digitalização de processos. Tudo com um objetivo claro: recuperar valor e, no futuro, vender melhor.
Gabriel de Alba
A sigla GDA vem das iniciais Gabriel de Alba, fundador e sócio-gerente da empresa, executivo com mais de 25 anos de experiência em reestruturações e passagem por mercados como Estados Unidos, Europa e Canadá.
No setor, ganhou um apelido que diz muito: “pit bull dos negócios”. A reputação vem do estilo direto.
De Alba construiu carreira atuando em operações complexas, muitas delas em cenários de recuperação judicial ou quase falência. Tem no currículo casos relevantes, como a reestruturação do Cirque du Soleil e da Gateway Casinos.
Quais empresas a GDA já recuperou?
A GDA Luma tem experiência comprovada em recuperações de empresas distressed via compra de dívidas e turnarounds operacionais liderados por Gabriel de Alba.
Cirque du Soleil
Gabriel de Alba, presidente do conselho, liderou a reestruturação pós-falência durante a pandemia de COVID-19, recapitalizando a companhia canadense de circo e entretenimento que estava à beira do colapso, restaurando operações e estabilidade financeira.
Gateway Casinos & Entertainment
De Alba preside o conselho da operadora de cassinos canadense, recuperada de processo de insolvência via aquisição de dívidas distressed, com foco em otimização operacional e crescimento sustentável.
Frontera Energy
Recuperada quando conhecida como Pacific Rubiales, empresa de exploração de petróleo na Colômbia; De Alba como presidente do conselho implementou reestruturação de dívida e turnaround, estabilizando a companhia.
Pat McGrath Labs
Em 2026, a GDA Luma injetou até US$ 30 milhões via Chapter 11 (US$ 10 milhões DIP financing + US$ 20 milhões pós-emergência), assumindo controle acionário como credor sênior, permitindo recapitalização e continuidade criativa com Pat McGrath como CCO.











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