Pressionado no comando da SAF Botafogo, John Textor enumerou virtudes sob sua gestão do Alvinegro e garantiu a saúde financeira do projeto. Em entrevista ao UOL, o estadunidense explicou os recentes confrontos com a Eagle e não descartou a separação da holding.
– Eu diria que as pessoas precisam entender que o Botafogo, como clube, tem tido um bom desempenho financeiro. E nossa receita aumentou de US$ 20 milhões quando começamos isso em 2022 para bem mais de US$ 200 milhões este ano. Talvez fique mais perto de US$ 240 milhões. O fluxo de caixa operacional, o lucro operacional da organização também é muito, muito alto. Mas a briga que as pessoas veem travada nos tribunais era sobre a autorização de novos métodos de entrada de dinheiro. E as pessoas ficaram confusas – iniciou Textor.

Uma das questões deste ano foi a constituição de uma empresa nas Ilhas Cayman, que, segundo John Textor, foi mal interpretada.
– Eles disseram: “Bom, John fez isso em nome da Eagle Cayman. Essa é a empresa dele.” Isso não é verdade. Isso nunca foi verdade. A Eagle Cayman, que se chama Eagle Football Group, nas Ilhas Cayman, foi formada em 2024 para que todos os interesses da Eagle fossem consolidados naquela única entidade das Ilhas Cayman para a oferta pública inicial (IPO) na Bolsa de Valores de Nova York. Então, quando eu estava criando esses novos instrumentos para levantar fundos para o Botafogo, fiz isso em nome da Eagle Football Group nas Ilhas Cayman, o que os advogados da Ares e os advogados do novo diretor independente nem sequer entenderam – explicou.
– Então, tudo não passou de um mal-entendido enorme sobre os mecanismos pelos quais o Botafogo precisa para ser capaz de forma independente para continuar crescendo. Acho que, veja bem, meu objetivo é que a Eagle permaneça unida em seu ecossistema atual, porque esse relacionamento multiclubes tem funcionado muito bem para o Botafogo. Conquistamos um campeonato ao conseguirmos prometer uma passagem para a Europa para jogadores como Thiago Almada, Lucas Perri, Luiz Henrique, Adryelson. E por isso eu gosto do ecossistema da Eagle. Temos algumas dificuldades internas dentro do nosso grupo de acionistas devido aos desafios que enfrentamos em diferentes partes do mundo. E, sim, já consideramos um cenário de divórcio, onde eu compraria o Botafogo com os sócios e o tiraria da Eagle, mas também trabalhamos muito em algumas ideias melhores para nos mantermos juntos – justificou.
– Então, eu sei que os torcedores querem uma resposta para essas coisas muito rapidamente, porque é assim que somos. Ainda não sabemos se vamos continuar juntos ou se o Botafogo vai se separar. Mas posso dizer que o clube está indo bem e muitas pessoas estão nos oferecendo capital através da Eagle para continuarmos juntos e outras pessoas estão nos oferecendo capital para nos separarmos, mas ninguém precisa se preocupar com a gente pagando as contas do Botafogo, porque a Eagle ainda é dona de 90% – concluiu.





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