No Reino Unido, a Iconic Sports conquistou uma vitória judicial e reivindica quase US$ 100 milhões (R$ 545 milhões) de John Textor, que é acionista na SAF do Botafogo. A “Bloomberg” divulgou a notícia.
A Iconic alega que John Textor não cumpriu um acordo no qual a empresa investiu US$ 75 milhões com a intenção de adquirir 15,7% das ações da Eagle, na expectativa de que a holding abrisse seu capital por meio de uma SPAC, o que não ocorreu. Por isso, a empresa entende que o empresário norte-americano deve recomprar essas ações por U$ 94 milhões, incluindo juros, montante que hoje alcança quase US$ 100 milhões.
Textor afirma que o conduziram ao erro e, em um comunicado, declarou que pretende recorrer da decisão.
– Respeitosamente, não acredito que esta decisão reflita a redação clara do contrato ou a posição factual correta, e pretendo recorrer da decisão do tribunal. Agora, prepararei uma defesa completa para a alegação que pretendo rejeitar – disse Textor.
Por outro lado, a Iconic contesta os argumentos de Textor, afirmando que a decisão judicial “confirma inequivocamente que John Textor violou conscientemente compromissos contratuais” e destaca que a empresa “pretende recuperar os fundos que lhe são devidos por direito e buscará todas as opções, em qualquer jurisdição, para fazê-lo.”
Crise atrás de crise
No Botafogo, o empresário corre o risco de perder o comando da SAF. Em litígio com o grupo Eagle, o estadunidense é visto pela empresa como “cada vez menos relevante na operação do Botafogo”. Isso porque, na avaliação da Eagle, o empresário evidencia não ter dinheiro para recomprar a SAF do Glorioso. Com isso, Textor abre margem para novas ações judiciais e balança ainda mais no controle do Alvinegro.
Na França, o empresário renunciou ao comando do Lyon após forte pressão e com a equipe salva por uma manobra do rebaixamento à segunda divisão francesa.
Em meio à tormenta envolvendo sua gestão e nome, John Textor se defende e diz que não há motivos para preocupação no Botafogo. Em entrevista exclusiva ao “UOL”, no entanto, ele admite a possilibidade de uma cisão da Eagle.
— Então, eu sei que os torcedores querem uma resposta para essas coisas muito rapidamente, porque é assim que somos. Ainda não sabemos se vamos continuar juntos ou se o Botafogo vai se separar. Mas posso dizer que o clube está indo bem e muitas pessoas estão nos oferecendo capital através da Eagle para continuarmos juntos. Outras pessoas estão nos oferecendo capital para nos separarmos, mas ninguém precisa se preocupar com a gente pagando as contas do Botafogo, porque a Eagle ainda é dona de 90% – concluiu.



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