Autuori sobre o clássico: ‘Fazer um tempo bom e outro ruim não dá’

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Paulo Autuori Botafogo Flamengo
Foto: Vítor Silva / Botafogo

O Botafogo foi derrotado pelo Flamengo por 3 a 0, neste domingo, no Maracanã. O Alvinegro fez um primeiro tempo superior ao rival e chegou, inclusive, a abrir o placar. O gol de Pedro, Raul, no entanto, foi anulado por impedimento. Para o técnico Paulo Autuori, a postura da equipe foi determinante no resultado do clássico.

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— O jogo são 90 minutos. Fazer um tempo bom e outro ruim não dá. A primeira parte nos deu a ideia do caminho que temos que pegar. Depois do gol, acho que temos que ser mais fortes mentalmente. Não ir abaixo, tem que continuar fazendo as coisas que estavam boas.
Temos que ter capacidade tática, estratégica e mental. Tivemos boas chances na primeira parte, subimos a marcação, e o Flamengo não teve chance excepcional. Agora é focar no jogo de terça. Falei com os jogadores que sabemos o caminho para crescer, mas exige sacrifício. Não podemos lamentar. Não gosto de pensar no que não temos. Não podemos ter resquícios do passado – afirmou.

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Análise

— Tivemos um bom triângulo lateral defensivo no primeiro tempo, mas faltou isso no segundo tempo. O Marcelo em alguns momentos antecipou muitas jogadas pela ajuda do trio (Luiz Fernando, Nazario e Caio Alexandre). Foi mais um erro de posicionamento.
Nós deixamos de fazer nossa parte e perdemos o jogo. Conseguimos fazer coisas distintas, outras faltou iniciativa e vou cobrar os jogadores. Mas o que fizemos na primeira parte não alcança, precisamos de 90 minutos. ‘Apesar’ para mim não serve. É um processo.

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Carências

— A dificuldade de criação não é de hoje, por isso a vinda de jogadores para ajudar. Temos que construir uma equipe para o Brasileiro em condições competitivas. O simples é luxo, e o lance do Honda é a simplicidade e o olhar para a frente.

Ajustes para jogo contra Paraná

— São jogos diferentes (Flamengo e Paraná). O problema não é só a gente, mas o adversário que impõe algumas situações. Não é vergonha assumir que temos carências. Temos que construir uma equipe.

Mais sobre o clássico

— Acho que interpretamos muito bem as mudanças. Mas, para mim, o importante é a capacidade da equipe de jogar 90 minutos de uma forma equilibrada. As mudanças são respondidas pelo jogo que a gente fez no primeiro tempo. A gente teve volume e intensidade no primeiro tempo. Fomos verticais, já no segundo não. Isso tem uma série de motivos que vou conversar internamente.

Críticas ao futebol atual

— Temos que levantar a voz para a hipocrisia e a intolerância, que não acontecem só no futebol. O problema no Brasil é que a gente quer reinar enfraquecendo os demais. Sendo que o grande lance é que todos possam crescer, porque todo mundo ganha. A imprensa tem papel fundamental nisso também, não é só falar do jogador que jogou mal, do técnico que mexeu errado. Futebol vai além disso, é espetáculo. Sou do tempo de ver as torcidas juntas no Maracanã. É utopia pensar nisso?

O próximo desafio do Botafogo pela Taça Rio é no próximo domingo, 15, às 16h, no Nilton Santos. Na terça, 10, porém, o Alvinegro enfrenta o Paraná, às 19h15, no Nilton Santos, pela Copa do Brasil. A partida é válida pela terceira fase da competição.

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Sobre Diego Mesquita 1552 Artigos
Botafoguense, 36 anos. Formado em Jornalismo pela FACHA (RJ), trabalhou como assessor de imprensa do Botafogo F.R em 2010. Hoje, é setorista independente.

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