Sócio majoritário da SAF Botafogo, John Textor perdeu o controle da Eagle após a Ares, principal credora da Eagle Football Holdings, acionar cláusula de contrato nesta terça, 28. O fundo acionou uma cláusula de proteção contratual na Justiça britânica com o objetivo de assumir o controle da Eagle.
Em reportagem nesta quarta, 28, o jornal francês L’Equipe repercutiu as movimentações envolvendo o estadunidense e lembrou que John Textor também foi ‘demitido’ do comando do Lyon em junho de 2025. Fora do Lyon e da Eagle, Textor agora corre sério risco de perder o controle da SAF Botafogo, ainda de acordo com o jornal francês.
“Por enquanto, o ex-presidente do Lyon permanece no Botafogo, mas por quanto tempo? Seus dias no clube brasileiro parecem estar contados. Embora o clube esteja sob proibição de transferências, o empresário americano prometeu injetar dinheiro esta semana“, destaca o L’Equipe.
Gestão no Botafogo
Sob a gestão de John Textor, no fim de dezembro de 2025, o Botafogo sofreu transfer ban da FIFA por dívida com Atlanta United pela compra de Thiago Almada, em 2024. Desde então, o clube não pode registrar os reforços que anunciou para esta temporada: Riquelme, Ythallo, Lucas Villalba e Wallace Davi.
Inconformada com a gestão do norte-americano, torcedores picharam muros do CT Lonier e protestaram antes do jogo contra o Bangu, no Nilton Santos.

Diante do cenário financeiro, o clube se movimenta para um passo ainda mais sensível: a preparação de um pedido de recuperação judicial da SAF, agora voltado exclusivamente aos débitos contraídos sob a gestão de John Textor.
Avalia-se que o passivo da Botafogo SAF é ao menos R$ 1,5 bilhão, sendo cerca de R$ 700 milhões em dívidas de curto prazo. Segundo o ge, o clube estuda concentrar esses valores em um novo plano de reestruturação e apresentará a proposta aos credores no médio prazo, caso a Justiça aceite o pedido.





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