Em coletiva de imprensa após a eliminação do Botafogo para o Vasco na Copa do Brasil, o técnico Davide Ancelotti avaliou o clássico no Nilton Santos.
— Muita decepção primeiro. Todo mundo sente muito pela oportunidade perdida, pela torcida, pela festa que eles fizeram, pelo apoio que deram. Tivemos dois jogos muito equilibrados. Hoje fomos um pouco melhores o que no jogo fora de casa. Mas o mata-mata é assim. Tínhamos que ganhar o jogo hoje, por isso estamos muito decepcionados.
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Ano perdido?
— Temos que segurar a vaga na Libertadores pelo Brasileiro para assegurar uma vaga na Copa do Brasil (2026).
Como buscar motivação?
— Agora é o momento da decepção para todos. Amanhã temos que começar a pensar no jogo para o São Paulo. Sempre reclamamos do calendário, mas ele vai ajudar agora para esquecermos o jogo de hoje. Temos que esquecer para seguir para frente porque o futebol é assim. Temos que seguir.
Avaliação do clássico
— Acho que hoje não tem muito o que falar. Jogamos bem, dominamos o jogo. Hoje recuperamos a bola mais perto do ataque, jogamos melhor, mas não foi o suficiente. No futebol, no mata-mata, o que importa é o time classificado. Claro que tenho que analisar como jogamos, acho que sim, o volume de jogo especialmente na segunda etapa foi melhor. Não é a primeira vez que como time geramos jogo, domínio no campo adversário. Falta um pouco de finalização, esse passe dentro da área, esse último passe que às vezes não fazemos certo. Se tenho que falar da performance do time, sem esquecer a decepção, o time mereceu ganhar o jogo. Mas não foi suficiente.
— Se tenho que falar da performance do time hoje, acho que não jogamos mal. Tivemos jogos que fomos pior e ganhamos, como o Juventude, por exemplo. Hoje faltou um pouco de disciplina na primeira etapa, organização com bola. Temos que seguir trabalhando. Acho que na segunda etapa foi melhor. Isso é algo que o time tem que melhorar porque ajuda na pressão pós-perda. Isso é algo que esse time tem que ter como fortaleza. A transição tem que ser uma força. Hoje tivemos boas situações de transição onde o último passe faltou. É claro onde temos que melhorar. Temos que melhorar a organização com bola, decidir melhor na transição, o que às vezes fazemos e outras, não. Temos que trabalhar nisso.
Objetivos da temporada
— A gente tem que mostrar um bom jogo. Tem um objetivo claro que é assegurar Libertadores e Copa do Brasil para o próximo ano. O torcedor vai voltar a acreditar se o time jogar bem. Temos que recuperar a confiança porque hoje foi um golpe duro para a gente. É seguir trabalhando, não pensar muito longe. Pensar jogo a jogo, fazer bem na competição que temos, que é o Brasileiro.
Análise tática
— Taticamente, na primeira etapa não tivemos muita organização com bola. Acho que na segunda etapa melhorou, a gente procurou fazer uma saída com três. Mas perdemos um pouco a distância entre os três e não tivemos uma boa pressão pós-perda. Na segunda etapa, sim, tivemos, porque jogamos muito no campo adversário até os últimos 10 minutos. Porque nos últimos 10 minutos nós baixamos um pouco do ritmo porque gastamos muita energia recuperando a bola muito alta em todo o jogo. A ideia era jogar assim, no 4-2-3-1 sem bola e uma saída de 3 com a Telles, com bola. E as duas coisas vão juntas. Seguramente, Savarino chegou às 5 da manhã no hotel, sem treinar, e Vitinho não treinou ontem. E também porque tenho muita confiança em Ponte. As duas coisas vão juntas, acho que não posso separar. Sim, Alvaro (Montoro) teve um problema gastrointestinal, de vômito, hoje, não tinha força pra jogar, e Danilo também é mais uma questão física, porque Danilo teve um problema na sexta-feira, depois não treinou até ontem. Era um risco demais para ele jogar hoje.
O Botafogo volta a campo contra o São Paulo, sábado, 14, às 17h30 (de Brasília), no Morumbis, pela 23ª rodada do Campeonato Brasileiro.





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