O Botafogo deu um passo decisivo nos bastidores para tentar encerrar o transfer ban imposto pela Fifa. O clube tem um acordo encaminhado com a MLS para quitar a dívida com o Atlanta United em três parcelas de US$ 10 milhões, segundo informou a Rádio Tupi neste domingo (25/1).
O movimento marca uma tentativa concreta de reorganizar o fluxo financeiro da SAF e recuperar a capacidade de registrar jogadores, em meio a um cenário de pressão esportiva, institucional e econômica.
Parcelamento milionário e exigência de garantias
De acordo com a emissora, o Botafogo não apenas aceitou o modelo de parcelamento, como também deverá apresentar garantias financeiras para assegurar o pagamento das duas últimas parcelas.
A exigência da MLS evidencia a desconfiança em relação à capacidade de cumprimento do acordo e reforça o peso do episódio no histórico recente da SAF alvinegra.
Aporte da Eagle e novos investidores entram em cena
O pagamento será viabilizado por meio de um aporte financeiro aprovado pela Eagle Football, holding controlada por John Textor. O recurso foi anunciado pelo próprio empresário e envolve a entrada de novos investidores, que, no futuro, podem se tornar acionistas da SAF do Botafogo.
Na prática, o clube depende desse aporte para:
- iniciar o pagamento da dívida;
- destravar o transfer ban;
- recuperar margem de atuação no mercado;
- evitar novas sanções esportivas.
Origem da dívida: Almada, juros e cláusulas adicionais
O valor total de US$ 30 milhões está ligado à contratação do meia argentino Thiago Almada, negociado por US$ 21 milhões, somados a:
- cláusulas de revenda;
- bônus por metas;
- juros acumulados.
A composição da dívida, detalhada pela imprensa norte-americana, revela como o custo final da operação ultrapassou significativamente o valor inicial da transferência.
Impacto direto no futebol e no planejamento de 2026
O avanço nas negociações representa um alívio momentâneo, mas também expõe a dependência do Botafogo de aportes externos para equilibrar as contas. Enquanto o acordo não for formalizado e homologado, o clube segue limitado no mercado e vulnerável esportivamente.
Nos bastidores, o caso Almada se consolidou como um símbolo do modelo de gestão recente: investimentos agressivos, financiamento complexo e risco elevado. O desfecho do acordo com a MLS pode definir não apenas o fim do transfer ban, mas também o grau de estabilidade do Botafogo ao longo da temporada.






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