O Botafogo iniciou a temporada 2026 com uma mudança significativa fora de campo: a redução expressiva da folha salarial. Em meio a um cenário de disputas societárias na SAF e necessidade de ajuste financeiro, o clube conseguiu aliviar os custos mensais com salários, movimento considerado estratégico para a sustentabilidade no curto e médio prazo.
Levantamento divulgado pelo canal Arena Alvinegra aponta que o Alvinegro obteve uma economia próxima de R$ 4 milhões por mês, o que representa cerca de 20% de redução em relação aos gastos anteriores.
Botafogo reduz folha salarial em meio a cenário de incertezas
Antes das mudanças no elenco, a folha salarial do Botafogo girava em torno de R$ 21 milhões mensais. Após a virada para 2026, esse valor caiu para aproximadamente R$ 17 milhões, reflexo direto da saída de nomes importantes do grupo principal.
Deixaram o clube recentemente Cuiabano, Jeffinho, Mastriani, Marlon Freitas, David Ricardo, Savarino e Philipe Sampaio, jogadores que, juntos, representavam um peso considerável na estrutura financeira do futebol profissional.
Saídas pontuais geraram impacto imediato nos cofres
Algumas negociações tiveram efeito direto e imediato na contenção de despesas. Apenas as saídas de Jeffinho e Mastriani resultaram em uma economia superior a R$ 1 milhão por mês, segundo a apuração.
Outro caso emblemático foi o de Cuiabano. O lateral recebia um salário elevado no segundo semestre, ajustado ao patamar que teria no Nottingham Forest, da Inglaterra, o que o colocava acima, inclusive, de Marlon Freitas, então um dos líderes do elenco.
Ajuste financeiro era considerado inevitável pela diretoria
A redução da folha salarial já vinha sendo tratada internamente como uma necessidade pública pela diretoria do Botafogo. O movimento ocorre em meio às tensões institucionais envolvendo a SAF, com impacto direto na política de gastos e planejamento esportivo para 2026.
Apesar do enxugamento, a sinalização interna é de que o clube não pretende realizar novas vendas no curto prazo, buscando estabilizar as contas sem desidratar ainda mais o elenco.
Reflexos no elenco e no planejamento para 2026
A queda nos custos abre espaço para um modelo mais sustentável, mas também levanta alertas sobre o nível de competitividade do elenco ao longo da temporada. O desafio do Botafogo passa a ser equilibrar responsabilidade financeira com desempenho esportivo, especialmente em um contexto de desconfiança institucional e atenção redobrada da torcida.





Comentários