Desde a sua criação, em 30 de dezembro de 2021, a SAF do Botafogo passou a registrar um crescimento acelerado do endividamento sob a gestão de John Textor. Levantamento publicado pelo Blog do Ancelmo Gois, do jornal O Globo, aponta que o clube acumulou, em média, R$ 1 milhão em novas dívidas por dia desde o início da operação.
A dívida total estimada da SAF gira em torno de R$ 1,5 bilhão. Considerando o capital social informado no momento da constituição da empresa — R$ 356.915.105,09 — e o intervalo de 1.490 dias desde a formalização da SAF, o cálculo resulta em uma média aproximada de R$ 1,006 milhão em débitos a cada 24 horas.
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Recuperação judicial entra no radar
De acordo com a publicação, o nível de endividamento é um dos principais fatores que levam a SAF a avaliar a necessidade de um pedido de recuperação judicial. A medida, no entanto, foi oficialmente negada pelo clube. Em nota enviada à imprensa nesta quarta, o Botafogo afirmou que não adotou nenhuma iniciativa formal para acionar o mecanismo judicial neste momento.
Textor aponta ruptura no modelo multiclubes
John Textor atribui a deterioração do cenário financeiro à ruptura do Olympique Lyonnais com o sistema multiclubes da Eagle Football. De acordo com o empresário norte-americano, essa cisão impactou diretamente o fluxo de caixa da holding.
Textor sustenta ainda que o Lyon possui uma dívida de € 34 milhões com o Botafogo — valor que corresponde a cerca de R$ 212 milhões na cotação atual. O montante, de acordo com empresário, é determinante para compreender o desequilíbrio financeiro recente da operação.





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