O CEO da SAF do Botafogo, Thairo Arruda, decidiu não assinar o aporte — tratado internamente como empréstimo — de US$ 50 milhões prometido por John Textor para quitar dívidas consideradas urgentes do clube. A informação foi divulgada pelo Lance! e evidencia uma divergência central na condução da crise financeira alvinegra.
Nos bastidores, a avaliação é de que, nos moldes apresentados, a operação representa alto risco institucional e patrimonial, com potencial de aprofundar ainda mais o desequilíbrio financeiro da SAF.
Modelo do empréstimo gera alerta interno na SAF
De acordo com a apuração, o aporte seria viabilizado com apoio da GDA Luma, fundo norte-americano especializado em “ativos podres” (distressed assets) — modalidade comum em cenários de empresas em dificuldades financeiras, mas que costuma envolver condições agressivas.
O documento analisado pela SAF aponta para a incidência de juros elevados, além de exigências que comprometeriam receitas futuras do clube, cenário visto como incompatível com o momento de instabilidade vivido pelo Botafogo.
Garantias envolvem venda de jogadores e esbarram na Justiça
Outro ponto de impasse é o fato de o empréstimo ter como garantia a alienação de atletas, mecanismo que foi expressamente proibido pela Justiça do Rio de Janeiro em decisão proferida nesta quinta-feira.
A determinação judicial impede, neste momento, vendas de jogadores ou outras operações que possam resultar em esvaziamento patrimonial, o que inviabiliza parte central da estrutura proposta para o aporte.





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