A crise da SAF Botafogo escalou após a eliminação precoce do time na Libertadores. Segundo “O Globo” nesta quinta, 12, o “alto escalão do clube social” entende que o empresário não tem mais capacidade de gerir a SAF.
No horizonte, o social vê risco de um novo transfer ban por atrasos de pagamentos, como ocorreu no caso Atlanta United pela compra de Thiago Almada, em 2024. Para derrubar a punição da Fifa, Textor fez um empréstimo com juros altos e chegou a um acordo com o clube americano. Nos próximos dias, vence uma parcela de US$ 5 milhões (R$ 25,8 milhões).
Além disso, Betis-ESP, Junior Barranquilla-COL e Vélez Sarsfield-ARG externaram insatisfações por atrasos em pagamentos envolvendo Luiz Henrique, Jordan Barrera e Alvaro Montoro, respectivamente.
O objetivo do social é que John Textor deixe o comando e a SAF Botafogo tenha um novo investidor. Neste cenário, o estadunidense teria que vender suas ações, o que por ora está fora de cogitação.
A briga nos bastidores impacta no desempenho em campo. Após a derrota para o Barcelona-EQU por 1 a 0, no Nilton Santos, Alex Telles mandou recado na entrevista.
— Muitas vezes nós, jogadores, damos a cara. Somos nós que vamos jogar, dar nosso melhor, mas o clube não é feito só de jogadores. Coloco a mão no fogo por esse grupo. A gente não merecia isso (a eliminação precoce na Libertadores). O futebol não atura desaforo, e o nosso grupo nunca desaforou o futebol. Mas ele não é feito só de atletas, é feito de muita coisa — disse Telles.

Pressionado, o Botafogo volta a campo contra o Flamengo, sábado, 14, às 19h30 (de Brasília), pelo Campeonato Brasileiro.





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