Em texto publicado no X (antigo Twitter), nesta segunda, 13, André Souza garantiu que os conselheiros do Botafogo não foram informados sobre esta contratação. Confira abaixo.
A imprensa noticia que o @Botafogo Social teria contratado o BTG. Mas, até agora, os conselheiros não receberam qualquer informação oficial, formal e transparente sobre essa eventual contratação: nem objeto, nem escopo, nem mandato, nem custo, nem prazo, nem fonte de recursos.
E é justamente aí que começam as dúvidas.
Primeiro: o BTG teria sido contratado para assessorar o quê? O Clube Social não detém ações Classe B da SAF, que são as ações de participação econômica e de controle. Pelo desenho original da operação, o Clube permaneceu com 10% da SAF em ações Classe A, dotadas de prerrogativas institucionais específicas, e não podem ser negociadas.
Segundo: essa contratação seria paga com quais recursos? Estamos falando de uma das maiores instituições financeiras da América Latina, cuja atuação em operações dessa natureza normalmente envolve honorários fixos bem relevantes, além de eventuais honorários de êxito. Isso exige capacidade financeira na casa de milhões de reais.
O ponto é que o Clube Social, segundo as demonstrações financeiras de 2025, fechou o exercício com prejuízo operacional. E também não houve divulgação oficial de doações, aportes extraordinários ou outra fonte identificada de recursos que justificasse uma contratação dessa magnitude.
Por isso, a pergunta é legítima, objetiva e incontornável: quem teria contratado o BTG, para fazer exatamente o quê, com qual aprovação interna, em nome de qual interesse e com quais recursos?
A imprensa noticia que o @Botafogo Social teria contratado o BTG. Mas, até agora, os conselheiros não receberam qualquer informação oficial, formal e transparente sobre essa eventual contratação: nem objeto, nem escopo, nem mandato, nem… pic.twitter.com/kmsoh83UdF
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