O Botafogo já tem três reforços confirmados para a temporada 2026: os zagueiros Riquelme e Ythallo, além do atacante Lucas Villalba, primeiro nome oficialmente anunciado pelo clube. Paralelamente, porém, o Glorioso lida com um transfer ban imposto pela Fifa, em razão do não pagamento integral da negociação envolvendo Thiago Almada.
Apesar da punição, o clube segue ativo no mercado. Mas como isso é possível? O “ge” explicou em matéria publicada nesta terça, 6.
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Transfer ban não invalida contratos
Na prática, o transfer ban não impede o Botafogo de assinar contratos com jogadores. Segundo apuração do ge, as restrições da Fifa não alteram a validade jurídica dos vínculos, que internamente são tratados como “juridicamente perfeitos”.

A punição impede apenas o registro dos atletas nos órgãos oficiais, como o Boletim Informativo Diário (BID) da CBF, o que impossibilita a utilização dos jogadores em competições oficiais enquanto a situação não for regularizada.
Reforços podem treinar normalmente
Como a janela de transferências abriu apenas nesta segunda-feira (5/1), nenhum reforço poderia ser registrado antes disso. O transfer ban foi aplicado em 30 de dezembro, o que fez com que todos os novos contratados ficassem pendentes de regularização.
Mesmo assim, Riquelme, Ythallo e Villalba já estão integrados ao elenco, participaram da reapresentação no domingo e treinam normalmente no CT Lonier. A Fifa não impõe qualquer restrição a atividades internas, como treinos, uso das instalações ou convivência com o grupo.
Nova comissão técnica já trabalha no CT
Junto aos reforços, o técnico Martín Anselmi iniciou oficialmente os trabalhos com sua comissão técnica, formada pelos auxiliares Luis Piedrahita e Pablo De Muner, o preparador físico Diego Bottaioli e o preparador de goleiros Darío Herrera.
Negociação com o Atlanta United segue em curso
O Botafogo mantém conversas com o Atlanta United, dos Estados Unidos, para resolver a pendência de US$ 21 milhões (cerca de R$ 114 milhões) referentes à contratação de Thiago Almada. A diretoria tenta parcelar o valor, o que faria o transfer ban cair automaticamente, mas até o momento não houve sinalização positiva por parte do clube norte-americano.
O impasse envolvendo Thiago Almada
A negociação por Almada foi fechada em junho de 2024, com pagamento parcelado em quatro anos. As duas primeiras parcelas foram quitadas, mas, segundo documentação apresentada pelo Atlanta à Fifa, o valor total deveria estar pago até 30 de junho de 2026.
O impasse envolve também os 10% a que Almada tinha direito na MLS, percentual garantido por lei ao atleta. O Atlanta tentou que o jogador abrisse mão do valor, o que foi recusado. Para viabilizar o negócio, ficou acertado que a Eagle Football, empresa de John Textor, compraria esse crédito de US$ 2,1 milhões, cobrando posteriormente da MLS.
Enquanto o Atlanta cobra o pagamento na Fifa, o Botafogo discute a questão na Justiça americana, alegando que há valores a receber da MLS em outra esfera jurídica.
Até que haja um acordo definitivo, o Glorioso segue contratando, treinando e planejando a temporada, mas aguarda a liberação para registrar seus reforços oficialmente.






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