Os bastidores da Eagle Football Holdings, grupo comandado por John Textor e controlador da SAF do Botafogo, voltaram a ficar em ebulição. Em meio a um cenário de tensão institucional e rearranjos internos, a holding oficializou nesta segunda demissão de dois conselheiros estratégicos da Eagle BIDCO, empresa que detém as ações da SAF alvinegra.
Com a decisão, Textor passa a concentrar sozinho o controle do conselho, em um movimento que levanta alertas sobre governança, equilíbrio de forças e impactos futuros no projeto.
Demissões na Eagle BIDCO são oficializadas
Foram desligados do quadro de conselheiros Stephen Welch e Hemen Tseayo, ambos integrantes da Eagle BIDCO, braço da Eagle responsável pela estrutura societária ligada diretamente à SAF do Botafogo.
Welch havia assumido o posto após a saída de Christopher Mallon, ex-diretor independente. Já Tseayo integrava o conselho como parte de uma composição recente, formada há cerca de três meses.

Indicação da Ares e ruptura precoce
A chegada da dupla havia ocorrido por indicação da Ares, uma das principais credoras da Eagle Football Holdings, com a escolha final feita por John Textor, que entrevistou outros nomes antes de definir os cargos.
A saída precoce, em um intervalo curto desde a nomeação, expõe instabilidade na estrutura de governança da holding e reforça o momento de reorganização interna vivido pelo grupo.
Textor fica como único conselheiro
Com as demissões, John Textor passa a ser o único membro do conselho diretor da Eagle BIDCO, concentrando integralmente o poder de decisão dentro do órgão responsável pela holding que controla a SAF do Botafogo.
Apesar de a mudança não alterar, em tese, o funcionamento operacional imediato da SAF, o novo desenho reduz contrapesos internos e chama atenção para o modelo de gestão adotado.
Estratégia ligada a votações na França
De acordo com informações apuradas nos bastidores, Textor indicou a pessoas próximas que a decisão faz parte de uma estratégia deliberada. O objetivo seria ampliar seu controle em votações internas relevantes, previstas para ocorrer nas próximas semanas na França, país onde o grupo também possui operações e interesses esportivos.
A movimentação sugere que o foco do empresário vai além do Botafogo e envolve decisões estruturais do conglomerado europeu, com possíveis reflexos indiretos no clube brasileiro.
Sinais de alerta e contexto do momento
A concentração de poder ocorre em um período marcado por:
- pressão de credores,
- discussões sobre financiamento e aporte,
- questionamentos sobre governança,
- e instabilidade institucional no ecossistema da Eagle Football.






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