Após o empate entre Botafogo e Santos por 2 a 2, o técnico Davide Ancelotti avaliou a partida no Nilton Santos.
— Na primeira etapa começamos muito bem, depois temos pouca agressividade no bloco médio, baixo, com cruzamentos pouco agressivos. Tomamos um gol, mas seguimos jogando. Com bola fizemos um bom jogo, fizemos o segundo. Tivemos oportunidade de fazer o terceiro e começamos bem a segunda etapa. Até que começamos a ser um pouco mais longos e cometemos um pênalti. Aí depois vai ser difícil, mas o time tentou até o final.
Lesões
— Temos muitas lesões porque temos uma sequencia de jogos muito grande. Temos jogadores com históricos de lesão importante. As lesões de Danilo, Marçal, Matheus Martins… temos jogadores que machucam. Acontece porque temos um ritmo muito alto de jogos. Acho que é por isso. Treinamos pouco, geralmente são treinos de recuperação.
Newton na zaga
— Jogou hoje porque precisava de um jogador mais rápido, com boa saída de bola ao lado do Barboza. No meio, o problema foi mais um problema de passividade nos corredores laterais.
Avaliação da temporada
— Temporada difícil com muitos golpes duros. O time sofre por vezes, mas temos que seguir, pensar que dentro do campo não temos que ter memória. Hoje fico satisfeito com a atitude dos jogadores até o final. Acho que o time merecia ganhar.
Gols sofridos
— Seguimos trabalhando na fase defensiva. Quando cheguei a linha era outra, agora temos que adaptar um pouco. Perdemos um jogador fundamental, que é Kaio Pantaleão. Temos que seguir adaptando, tenho confiança nos zagueiros que tenho. Marçal, Newton… claro que o foco está aí, temos que… os gols de hoje são pontuais. Temos que seguir no foco na bola parada e na fase defensiva também.
Como manter o Botafogo na briga
— Manter ambiente positivo, trabalhar dia a dia, focar como jogamos. Depois o resultado pode chegar ou não. Acho que é muito mais fácil que uma sequência positiva possa acontecer tendo essa constância do dia a dia. Fico satisfeito como o time treinou na última semana e tenho confiança que isso possa acontecer daqui até o final da temporada.
Fragilidade ofensiva
— Temos que focar em tudo que podemos controlar: chegar bem no último terço, boa estrutura atrás da bola para não sofrer na transição. Nisso que trabalhamos. Mas às vezes o que acontece dentro da área nem sempre podemos controlar. O que temos feito é trabalhar duro e focar em todos os detalhes.
Falta de constância
— O foco tem que ser a constância no CT no dia a dia. Depois a constância de resultados pode acontecer ou não. Porque nem sempre podemos controlar tudo. Temos que brigar até o final pelo G6, Libertadores. Temos que ter constância nos treinos e nos jogos porque representamos um clube muito grande. Fico satisfeito porque acho que vamos por uma linha positiva.
Jeffinho
— Do lado direito temos mais concentração porque normalmente atacamos com um ponta que atacamos por dentro, como Santi e Artur. No lado esquerdo temos um ponta aberto muitas vezes com Telles ou Cuiabano na segunda linha. Então às vezes temos um pouco menos de superioridade. Jeffinho é um jogador que tem a minha confiança, é desequilibrante e acho que é um jogador que esse time precisa. Porque é um jogador de 1×1, de último passe e nem sempre temos neste time. Então por isso é tão importante para mim.

Como manter o time focado
— Hoje, o jogo estava controlado até o pênalti. Temos mais oportunidades na segunda etapa. Então acho que animicamente o time estava controlando bem o jogo. Na minha cabeça agora quem será titular contra o Mirassol não sei. Quero competitividade dentro do time. Temos a possibilidade de jogar com três volantes. Acho que podemos adaptar Corrêa ou Savarino mais de volante do que de meia também.
Avaliação do próprio trabalho
— Em relação à Libertadores, posso dizer que aqui somos conscientes de que esse é um objetivo vital para o clube. Não estamos jogando para nós, mas sim para chegarmos à Libertadores porque sei que é importante para o futuro do clube. Todos temos que entrar no campo com essa mentalidade. A avaliação do meu trabalho vai ser ao final da temporada pelos resultados que vamos ter. Como sempre é. A avaliação pessoal é constante, mas temos que esperar o final da temporada para isso. É claro que acho que não é um trabalho perfeito o meu.
Relação com a torcida
— O que não é importante é a relação da comissão com a torcida. É importante a relação do Botafogo com a torcida. O torcedor fica frustrado porque não conseguimos ganhar em casa, assim como nós. Eu entendo. A gente que tem que provocar uma reação na torcida. Temos que voltar a ganhar em casa.
Jogo contra o Mirassol
— Jogo importante. Não é decisivo porque ainda falta muito. Tem muitos times que estão brigando por esta vaga. Sabemos disso, mas acho que ainda não vai ser decisivo.
O Botafogo volta a campo no confronto direto contra o Mirassol, sábado, 1, às 18h (de Brasília), pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro.



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