Eliminado precocemente do Carioca e da Libertadores e no Z4 do Brasileirão, o Botafogo vive uma temporada de incertezas. Em grave crise financeira, a SAF segue como alvo de disputa societária entre John Textor e a Ares pelo controle.
Para o jornalista e comentarista do “ge”, Pedro Dep, o cenário é devastador e tem como único responsável John Textor.
— Como se não bastassem os problemas dentro de campo, há os fora. E esses são muito maiores do que esses de dentro do campo. Hoje, o futuro do Botafogo é muito incerto. Não sei como a gente vai terminar esse ano, não sei se esse time vai ter forças para continuar na primeira divisão. Existe a possibilidade de não cumprir o orçamento, um novo transfer ban, o que vai acontecer com o Botafogo daqui a dois meses? – indagou.

— De fato, estou muito preocupado. Porque hoje [segunda], a gente tem a data limite para pagar os 5 milhões de dólares para pagar o Atlanta, que foi combinado mês passado e um mês depois já vai descumprir. Agora parece que a culpa é do social. Olha, o Social tem culpa de muita coisa, mas se o Botafogo entrar no transfer ban agora, a culpa não vai ser do Social. Numa boa? O social é responsável pela primeira quebra. Hoje, se quebrar o culpado é o John Textor, que há dois meses disse que pagaria o transfer ban do próprio bolso. Por que que não paga? É muito triste. A gente acreditou, torcida acreditou. E a gente está vendo que não passou de uma grande ilusão essa aventura maluca com o John Textor, que obviamente fica eternizada com os dois títulos.
— Enfim, não dá para aceitar que o Botafogo, depois de tudo que conseguiu arrecadar, não tenha dinheiro, 5 milhões de dólares para pagar o Atlanta. É uma vergonha. Não é só o Atlanta, daqui a pouco é o Junior Barranquilla, o Betis. Você acha que pagou tudo do Artur, do Ruan Cruz? Claro que não. É um futuro sombrio. É uma administração irresponsável do Textor, que já levou o Botafogo do buraco. Agora é saber se a gente vai sair do buraco ou se já é fundo o suficiente para não conseguir sair para terra firme – concluiu.













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