Em meio à disputa financeira envolvendo o grupo multiclubes, a Botafogo SAF afirma ter R$ 745 milhões a receber do Olympique Lyonnais. O valor diz respeito a uma série de operações realizadas entre março de 2024 e março de 2025 dentro do modelo de “caixa único” liderado por John Textor.
💰 Empréstimo milionário para socorrer o Lyon
De acordo com um dos processos apresentados à Justiça do Rio, a SAF do Botafogo revelou ter contraído um empréstimo de R$ 323 milhões junto ao XP Inc., com o objetivo exclusivo de financiar o clube francês, segundo a coluna do Ancelmo Gois, nesta segunda, 6.
O montante chama atenção por superar, com folga, a capacidade financeira do próprio Botafogo. O valor é mais que o dobro da receita total registrada pelo clube em 2022, que foi de R$ 141 milhões.

De acordo com a ação, todo o dinheiro obtido foi repassado ao Lyon, em um momento em que o clube europeu enfrentava uma crise financeira severa. Na ocasião, o clube corria risco real de rebaixamento por questões administrativas.
📄 Relação de confiança e “cash pooling”
No documento, a SAF sustenta que as operações foram realizadas com base em uma relação de confiança entre os clubes do grupo Eagle Football e dentro da lógica de compartilhamento de caixa:
“A SAF Botafogo também contraiu empréstimos com o objetivo único de repassar as referidas quantias ao Lyon […] com base em uma relação de fidúcia e no espírito colaborativo que permeava os clubes integrantes do Grupo Eagle.”
O empréstimo, formalizado por meio de uma Cédula de Crédito Bancário (CCB), teve o valor integral transferido ao clube francês.
⚠️ Juros recaem sobre o Botafogo
Apesar de o Lyon ter indicado que assumiria os encargos da operação, isso não teria ocorrido. Assim, a responsabilidade pelo pagamento dos juros ficou com o Botafogo. Com isso, o Alvinegro acumula uma dívida de aproximadamente 7,6 milhões de euros (cerca de R$ 41 milhões).
⚖️ Ações judiciais bilionárias
Diante do cenário, o Botafogo acionou a Justiça do Rio durante o feriado de Páscoa, com duas ações que, somadas, ultrapassam R$ 700 milhões.
Os processos cobram tanto valores de empréstimos não quitados quanto repasses feitos dentro da estrutura multiclubes comandada por John Textor.












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