Grande cantor e compositor brasileiro, Zeca Baleiro escolheu “Por onde andará Stephen Fry?” como título do seu primeiro álbum, de 1997. A indagação surgiu a partir de uma matéria publicada no jornal Folha de S.Paulo, em fevereiro de 95, sobre o suposto desaparecimento do ator inglês Stephen Fry depois de uma crítica negativa à sua atuação numa peça de teatro em Londres.
A inquietude de Zeca também me ocorreu, ainda que adaptada para uma figura bem menos relevante no globo.
Nunca é demais lembrar que na hierarquia da SAF Botafogo, o CEO Thairo Arruda está abaixo apenas de John Textor.
Na ausência (ou fuga) do chefe, portanto, esperava-se que o executivo viesse a público para dar explicações à torcida sobre o momento crítico do Botafogo — penalizado com transfer ban pela Fifa e impedido de registrar novos jogadores.
Brasileiro, Thairo Arruda teria menos dificuldade na língua para buscar no dicionário eufemismos com objetivo de acalmar a torcida, que segue sem uma versão oficial do clube.
É bem verdade que o sumiço do executivo não chega a surpreender. Thairo é dado a aparecer na boa, para imprensa oficial ou para influenciadores simpáticos à (má) gestão.
Pouco prestigiado na torcida do Botafogo, Thairo também não deve ter lá muito o carinho da torcida do Vasco. Isso porque, segundo consta em sua própria apresentação na SAF, desempenhou um papel fundamental na construção de fusões e aquisições de dois clubes icônicos do futebol brasileiro, Botafogo e Vasco.
Foi ele, portanto, um dos responsáveis por levar a 777 para o Vasco e a Eagle para o Botafogo. Que obra, hein?
No Botafogo, é (ir)responsável por supervisionar o departamento corporativo, promovendo relacionamentos sólidos com os principais stakeholders da indústria do futebol.
Não me parece estar dando certo.
Procura-se: Stephen Fry, John Textor e Thairo Arruda.






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