Em entrevista ao “ge”, John Textor tentou esclarecer a atual situação do Botafogo, punido com transfer ban e na promessa de receber um aporte-empréstimo GDA Luma Capital e Hutton Capital.
– Quero esclarecer exatamente onde estamos em relação ao aporte. Fiquei desapontado por não conseguir abordar as complexidades disso na quinta-feira, porque queríamos fazer um anúncio significativo antes do jogo contra o Cruzeiro, o 4 a 0 sobre o Cruzeiro, caso alguém tenha esquecido. Nós temos mais do que US$ 25 milhões em uma conta. É a primeira parcela de um financiamento muito maior que nós estamos aqui detalhando e descrevendo mais profundamente em benefício do clube social. Neste momento, a Ares tem, na verdade, apoiado. Pode ter havido algumas indicações contrárias, mas a Ares apoia a entrada de dinheiro no clube. A Eagle Bidco, o Conselho inteiro antes de eu fazer mudanças, aprovou a resolução em apoio a esse financiamento – iniciou Textor, em entrevista ao “GE”.
– A direção (da SAF, refere-se ao CEO Thairo Arruda) agora está totalmente alinhada. O apoio que precisamos da direção existe. Mas é um financiamento bastante complicado, e há muita coisa envolvida. Não estamos só tentando financiar essa janela de transferências, o transfer ban. Queremos garantir que vamos resolver esse problema de vez, e que vamos capitalizar propriamente um clube a nível de [disputar] campeonatos daqui em diante. O clube social está tendo que digerir muitos detalhes de forma muito rápida. A viagem ao BTG [em São Paulo] não foi como tem sido reportada, pedindo dinheiro a um banco. Eles são ótimos assessores financeiros do clube social, e foi importante que nós explicássemos tudo a eles. Aproveitamos a nossa viagem juntos, ainda temos algum trabalho a fazer, mas esperamos resolver tudo rapidamente – continuou.
– É importante que você tenha aprovação de todos na organização. O novo capital (investidores) gosta de saber que todos estão a bordo. Ninguém quer financiar uma nova situação onde você tem um parceiro significativo, como o clube social, que não esteja a par de todos os documentos, e não entenda o porquê de estar acontecendo. Nenhum investidor neste tipo de situação gostaria de que questionassem a validade do aporte, dos documentos. E isso é bastante habitual. Ninguém quer financiar (uma situação) com votos distintos. É um requisito bastante comum entre pessoas com bastante capital em jogo.
Na entrevista que concedeu ao “GE” na madrugada desta segunda-feira, John Textor também falou sobre o debate que teve com Thairo Arruda. O jornal “O Globo” noticiou que ele chegou a demitir o CEO, decisão que não teve efeito prático devido a uma liminar judicial em vigor que proíbe mudanças no quadro administrativo e societário.
– Ele [Thairo] apoia a entrada do capital. Certamente tivemos um debate acalorado sobre como estruturar, quais fontes iríamos considerar e alternativas. Você ouviu muito sobre isso. No fim, eu sou o dono. Sou o acionista majoritário da Eagle Holdings, da Eagle Midco, o único diretor da Eagle Bidco. Sou o dono, e é comum ter um debate entre o dono e um diretor. Mas, no fim, é a minha decisão. Agora, há apenas um outro acionista na mesa, que é o clube social. Estamos trabalhando juntos – começou Textor.
– Acho que é uma situação muito maior do que o Botafogo. É uma transação em que estamos buscando refinanciar o nosso credor da Eagle [Ares]. A razão para estarmos fazendo e reestruturando coisas tem muito a ver com a estratégia global, que não afeta só o Botafogo. Eu não tenho certeza se ele [Thairo] tinha a dimensão total [da situação] – concluiu.
Procurado pelo “ge” para responder as declarações de Textor, Thairo Arruda não respondeu.






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