Flamengo e Palmeiras consolidaram suas posições entre os clubes que mais investiram em contratações ao longo da última década, segundo levantamento divulgado pelo portal Transfermarkt, referência mundial no mercado da bola e na avaliação financeira de atletas.
O estudo lista as 100 equipes com maiores desembolsos desde 2015 e coloca a dupla brasileira ao lado de tradicionais potências europeias.
Brasileiros no ranking mundial
Entre os times do Brasil, apenas o rubro-negro e o clube paulista aparecem entre os 100 primeiros da lista. O Flamengo ocupa a 74ª colocação, enquanto o Palmeiras está na 78ª posição. Ambos superam clubes europeus como Besiktas, Red Bull Salzburg e Schalke 04, demonstrando o aumento significativo de investimento do futebol brasileiro no mercado de transferências.
O Flamengo acumulou no período gastos equivalentes a € 301,8 milhões – aproximadamente R$ 1,8 bilhão na cotação atual. Já o Palmeiras também apresenta números expressivos, com desembolso de cerca de € 281,6 milhões, o que representa em torno de R$ 1,7 bilhão.
Botafogo logo atrás do top 100
Imediatamente abaixo do top 100 aparecem Botafogo e Atlético-MG. O Glorioso, impulsionado pela transformação em SAF e pelos investimentos de John Textor, ocupa a 102ª posição mundial, com € 203,5 milhões em contratações ao longo da última década – valor que representa cerca de R$ 1,2 bilhão na cotação atual.
A posição do Botafogo é particularmente significativa quando se considera que a maior parte desses investimentos foi concentrada nos últimos anos, especialmente após a chegada de Textor em 2022. Diferentemente de Flamengo e Palmeiras, que já vinham investindo de forma consistente há mais tempo, o Alvinegro teve uma aceleração recente em seus gastos com contratações, o que explica valores totais menores no recorte de dez anos, mas demonstra a força atual do projeto.

Já o Atlético-MG soma € 131,2 milhões no mesmo período, mantendo-se entre os clubes mais ativos da América do Sul.
Distância para os gigantes europeus
Apesar das cifras expressivas, os investimentos brasileiros ainda estão distantes da realidade dos principais mercados europeus. O topo do ranking pertence ao Chelsea, que movimentou € 2,8 bilhões desde 2015, o equivalente a R$ 17,4 bilhões. Na sequência aparecem os dois clubes de Manchester: o City, com € 2,1 bilhões investidos em uma década marcada por conquistas e pela força do City Football Group, e o United, com € 2 bilhões.
Fechando o top 5 estão o Paris Saint-Germain, que soma € 1,9 bilhão e mantém forte apoio do fundo do Catar, e a Juventus, com valor bem próximo em contratações no período.
A lista também chama atenção pela ausência de Real Madrid e Barcelona nas primeiras posições. Enquanto o Barça aparece em 9º, com € 1,4 bilhão, o Real ocupa o 13º lugar, com € 1,1 bilhão – valores que, embora elevados, ficam abaixo de outros gigantes europeus devido a estratégias de mercado mais conservadoras em determinados períodos.
Crescimento do futebol brasileiro
A presença de quatro clubes brasileiros próximos ao top 100 mundial reflete a evolução do futebol nacional no mercado de transferências. O modelo SAF, adotado por Botafogo e outros times, tem permitido aportes financeiros mais robustos e competitividade crescente, inclusive em nível internacional.
Para o Botafogo, especificamente, a proximidade com o top 100 após apenas três anos sob nova gestão demonstra o ritmo acelerado dos investimentos e coloca o clube em patamar de competição com as maiores forças do futebol brasileiro e sul-americano.
Os 10 clubes de futebol que mais gastaram na década
- Chelsea: € 2,8 bilhões;
- Manchester City: € 2,1 bilhões;
- Manchester United: € 2 bilhões;
- Paris Saint-Germain: € 1,9 bilhão;
- Juventus: € 1,9 bilhão;
- Arsenal: € 1,6 bilhão;
- Liverpool: € 1,5 bilhão;
- Tottenham: € 1,4 bilhão;
- Barcelona: € 1,4 bilhão;
- Atlético de Madri: € 1,3 bilhão.





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