Novo técnico do Botafogo, Franclim Carvalho foi apresentado oficialmente nesta quarta, 8, no Estádio Nilton Santos.
- Mais respostas de Franclim Carvalho
- 2026 e Botafogo Way
- Relação com o Botafogo
- Aval de John Textor
- Reintegração de Neto
- Felicidade e momento do Botafogo
- O que vai trazer do trabalho de Artur Jorge?
- Diferenças entre 2024 e 2026
- Técnico mais jovem do Brasileiro
- O que mudou na estrutura?
- Meta
- Expectativa da estreia
— Felicidade imensa estar aqui, quando o telefone toca da parte do Botafogo para um profissional. Tive a felicidade de estar aqui pela segunda vez. Isso dá a dimensão do Glorioso, quando o telefone toca: primeiro você diz e depois é que pensamos. E foi um pouco do que aconteceu. Criei uma relação com o Britto profissional. O Botafogo foi o lugar onde fui mais feliz pessoal e profissionalmente.
Mais respostas de Franclim Carvalho
2026 e Botafogo Way
— Eu gosto de respeitar todos as pessoas que trabalham na indústria do futebol, os técnicos. Obviamente é difícil falar do que passou porque não estava aqui no dia a dia. Vejo muito futebol, portanto vi muito jogo do Botafogo. A minha ideia de jogo casa perfeitamente com o que é o Botafogo Way, que é um jogo de assumir, encarar de frente todas as batalhas, com propósito. Um jogo que tem sacrifício quando é preciso e vai nos dar muitas alegrias porque vamos fazer gols, vitórias e títulos.
Relação com o Botafogo
— Muita saudade. Mantive contato com médicos, diretoria, atletas porque as pessoas aqui abraçam, nos fazem sentir em casa. Nós defendemos esse escudo, mas esse escudo acrescenta-nos. Visitei o Brasil há seis meses e falei com muita gente do Botafogo que fez questão de ter comigo pessoalmente. Isso é o reflexo da minha sensação e das pessoas. Eu vou usar uma expressão que vocês usam muito que é o puxa-saco. Eu não abraço as pessoas para puxar saco, mas porque gosto muito delas. A saudade estava presente e vai se combatendo agora nesses dias.

Aval de John Textor
— Vou ser muito direto com vocês. Eu já estava em Portugal, já tinha decidido não acompanhar o Artur Jorge. Tivemos uma caminhada de muito sucesso, temos uma relação muito estreita. Custou muito tomar essa decisão de não acompanhá-los porque sou uma pessoa de relação. A partir daí, o meu caminho estava traçado e decidi a seguir o caminho de técnico principal. Em Portugal, conversei com Léo Coelho e o Britto e o John, claro. O Botafogo tem uma linha muito clara e sabemos onde queremos chegar.
Reintegração de Neto
— Neto tendo a possibilidade integrar o elenco, tinha que integrar. Temos que contar com todos os jogadores. Ele está em condições físicas, como está, então tem que integrar o elenco. Conto com o Neto, Raul, Léo, com o Christian que precisa crescer e vai crescer. Portanto, o Neto está reintegrado e estará disponível para entrar nos 11, ficar no banco ou ficar na arquibancada como todos os atletas.
Felicidade e momento do Botafogo
— Eu ainda não tive oportunidade de falar com o Artur [Jorge]. Ele já fez duas partidas, eu tive duas sessões de treinos e umas 50 reuniões. Ainda não falamos ao telefone, mas certamente vamos falar. Ele está feliz certamente porque é meu amigo. Eu tenho falado muito em felicidade porque nós falamos em tempos difíceis ao Botafogo porque é um clube vencedor. O Botafogo ganhou os dois títulos mais importantes em 2024, só falhou a Copa [do Brasil]. É normal que depois de tanto sucesso se não for igual vai ser tempo conturbado. Nós temos que ter muita coragem todos os dias, trabalho em equipe. Desde o torcedor, que eu conto com eles para o Caracas sentir o que é jogar no Nilton Santos. A diretoria que está conosco desde o início. Este elenco tem muita qualidade, sei que tem muito jogador que é muito cobiçado aqui. E a nossa felicidade é essa. Ter este elenco de qualidade e este ambiente internamente.
O que vai trazer do trabalho de Artur Jorge?
— A minha visão é sempre uma visão mais coletiva. A decisão é sempre do treinador. Obviamente que trouxe quatro pessoas porque confio plenamente nelas. Tem pessoas da estrutura do clube que quis que integrasse a comissão. Óbvio que a decisão é sempre minha. Portanto o que vai nos destacar não só o trabalho anterior, mas este ambiente de colaboração, cooperação. Enfim, gosto de assumir responsabilidade. Se tivermos que dar proteção aos jogadores, à diretoria, vamos dar. Gosto pouco de falar do eu e falar mais do nós. Há muita coisa que nós trazemos que era apresentada na comissão anterior [de Artur Jorge]. A partir de amanhã já se vai ver algumas coisas diferentes.
Diferenças entre 2024 e 2026
— Sinceramente, as diferenças que encontrei de 2024 para 2026? Nenhuma. O tempo urge, nós não temos tempo e isto ajuda muito – conhecer a casa, as pessoas, 11 atletas e 11 pessoas. Isso é uma vantagem gigantesca e pesou na nossa decisão. E depois nós em 2024 tivemos duas conquistas muito grandes. Quando sentimos o sabor de um doce, queremos repetir. Quando experimentamos títulos de Brasileiro e Libertadores, vamos querer repetir. Claro que a exigência já era grande em 2024 e agora é maior.
— Essa é a mensagem que nós temos que passar: começa uma nova era. A equipe tem problemas, senão não haveria mudança técnica. Todas as equipes do mundo têm problema. O elenco tem muita qualidade, vamos potenciar o elenco. E depois no final vamos fazer contas e ver qual foi a resposta dos jogadores. O Botafogo Way entende que é um jogo de propósito, de assumir… e é exatamente o que vamos fazer em todos os momentos de jogo.
Técnico mais jovem do Brasileiro
— Técnicos de futebol têm que ter paixão. Nós temos técnico que têm 70 anos e estão ativo, como Jorge Jesus. Depois temos técnico com 39, que é o meu caso agora. Nós podemos dizer que o Jose Mourinho começou cedo, o Guardiola, o Filipe Luis… todos os técnicos têm que começar em algum momento. Temos uma vantagem grande porque o adversário amanhã não sabem a nossa forma de atuar. Tenho vantagem de ter começado cedo, espero que ao final seja o técnico mais jovem e com mais pontos no campeonato.
O que mudou na estrutura?
— Mudou muito para melhor. Tanto aqui como no CT Lonier. Agora nós temos uma área de recovery excelente no Lonier, top mundial. Ainda estamos numa fase embrionária, mas ainda vamos ter uma fase 3 e 4 de melhorias – espero ser eu a estreá-las. Deu uma melhorada muito grande tanto aqui quanto no CT. As pessoas que trabalham aqui gostam de abraçar e de sentir abraçadas, portanto também temos que dar condições para trabalhar. Enfim, o nível de infraestrutura está muito melhor do que em 2024.
Meta
— A responsabilidade do treinador será sempre total, na vitória ou na derrota. Não gosto de aparecer na frente quando ganhamos. Gosto de assumir a responsabilidade quando perdemos. Não vou dizer que tenho sonho disso ou daquilo. O meu objetivo é vencer com a camisa do Botafogo. Temos que pensar em vencer, é para isso que nós viemos e deixamos a família em Portugal. Quero ser reconhecido como treinador… de manter relação com as pessoas. Quando somos sinceros, os jogadores aceitam a exigência e nós somos exigentes.
Expectativa da estreia
— Eu sinceramente não estou nada ansioso para amanhã. Estava mais ansioso para vir ao Rio porque queria estar aqui para trabalhar. Para amanhã estou tranquilo. A equipe está em desenvolvimento porque estamos sendo alterando, melhorando. Amanhã espero que os torcedores brilhem, assim como o atleta.
— Estava fazendo o meu trabalho auxiliando [na final de 2024]. O treinador está à beira do campo a viver o jogo. Nós, numa segunda linha, é normal que estejamos mais de cabeça fria e que tracemos cenários ao treinador. Depois nosso trabalho enquanto auxiliar é propor ao treinador. E claro que a decisão é minha. Fico feliz por ter colaborado não só naquele momento, mas em todos os momentos que estivemos juntos.
Elenco com mais estrangeiros
— Sul-Americana é para ganhar, equipe com peso e história. Não vamos pensar em rodar elenco amanhã, mas em ganhar. Temos que trabalhar dentro do regulamento, vamos colocar estrangeiros que estão em bom momento.
O que resgatar do time em 2024?
— Vamos ter que fazer um acordo de deixar de falar em 2024 e falar em 2026. Enfim, temos que manter aquele ambiente, sentimento de pertencimento, de família. Tem que estar presente todos os dias. Isso existiu em 24 e é o que eu quero.












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