Após o empate sem gols contra o Cruzeiro, o Botafogo não só deixou a disputa pelo título do Campeonato Brasileiro como também caiu para quinta posição na tabela. O time, que antes era favorito à conquista, agora corre o risco de perder a vaga direta para a fase de grupos da Libertadores.
Para o jornalista Fernando Molica, o trauma desta temporada ameaça a própria existência do Botafogo. Em artigo, Molica diz que, após o fiasco no Brasileiro, o projeto do Alvinegro agora passa a ter como único foco o lucro, a exemplo do Red Bull Bragantino.
Leia o artigo de Molica
O trauma de 2023 tem tudo para ser maior que o 1971, que contribuiu muito para afundar o Botafogo por quase duas décadas. Arrisco dizer que o aconteceu neste Campeonato Brasileiro ameaça a própria existência do Botafogo.

Não que o clube de futebol – que nem é mais exatamente um clube – vá ser fechado. Deverá se manter como negócio, mas não como um depositário de esperanças, como fator catalisador de identidades e sonhos.
É razoável prever, no entanto, que, como o Bragantino (e o cito com maior respeito), o Botafogo passe a viver principalmente como uma empresa, ou seja, focada no lucro de seu dono. Uma jogada que, como no caso da equipe paulista, permite até mudança no nome do time.
Depois de tudo o que houve, vai ser bem difícil voltar a acreditar na mistura de ilusão e expectativa. Estas criadas e mantidas por aqueles que sustentam essa abstração de torcer por um time, de se imaginar parte dessa fantasia.
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Concordo com o que o Molica está dizendo. A torcida está com um verdadeiro ranço em relação ao atual time. Se não tiver uma troca radical do elenco. O Engenhão ficará mais vazio do que antes.