A crise institucional envolvendo a SAF do Botafogo ganhou um novo capítulo nesta quinta-feira (29/1). Após provocação do Botafogo associativo, que solicitou esclarecimentos sobre movimentações financeiras da SAF, a Justiça do Rio de Janeiro determinou a proibição imediata da venda de jogadores e de outros ativos do clube, segundo revelou o jornalista Bernardo Gentile, em live no canal Arena Alvinegra.
A decisão foi assinada pelo desembargador Marcelo Almeida de Moraes Marinho, da 21ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio, e amplia significativamente o controle judicial sobre atos da atual gestão.
Textor é intimado e pode responder pessoalmente
No despacho, o magistrado determinou que John Textor informe se já realizou, pretende realizar ou se estão em andamento atos como:
- alienação de ativos;
- distribuição de dividendos;
- concessão de remuneração;
- realização de despesas extraordinárias;
- quaisquer práticas com impacto econômico relevante.
O texto da decisão é claro ao alertar que o descumprimento pode resultar em nulidade dos atos e até em responsabilização pessoal do dirigente ou responsável.
Proibição atinge aporte prometido e estrutura da SAF
A medida não se limita apenas à venda de atletas. A decisão também impede alterações estruturais relevantes na SAF e atinge diretamente possíveis operações ligadas ao aporte/empréstimo de US$ 50 milhões prometido por Textor para quitar dívidas consideradas urgentes, como o transfer ban imposto pela Fifa.
Isso inclui a utilização de jogadores ou outros ativos como garantias financeiras, o que, na prática, restringe o espaço de manobra da gestão no curto prazo.
Prazo de 48 horas e presença confirmada no Rio
A Justiça concedeu um prazo de 48 horas para que John Textor se manifeste formalmente nos autos. O empresário norte-americano é esperado no Rio de Janeiro ainda nesta quinta-feira e já informou que estará presente no Estádio Nilton Santos para acompanhar a estreia do Botafogo no Campeonato Brasileiro, contra o Cruzeiro.






Comentários