Em coletiva de imprensa após a vitória do Botafogo sobre o Fluminense, o técnico Lucio Flavio destacou o elenco do Glorioso. Segundo o profissional, o grupo está focado no objetivo de conquistar o Campeonato Brasileiro.
— Importante frisar que os jogadores sempre trabalharam dentro do melhor nível possível, independentemente de quem estivesse dirigindo. É um grupo muito focado, maduro, ciente daquilo que eles querem sobretudo nesta competição. Aconteceu a mudança. Vocês fazem parte deste contexto. E o que acredito em relação a ter vindo para um jogo como esse, é a necessidade de novamente ter um resultado positivo. Passamos por esse período em que nós tivemos a derrota e empate, mas em nenhum momento o grupo deixou de acreditar no que eles vinham construindo. Então eu só tenho que parabenizar o elenco, os jogadores, que eles enfrentaram uma grande equipe, que conseguiu vaga na decisão da Libertadores. Por isso, eu acho que o Botafogo tem méritos em relação a essa vitória.
Preparado para o desafio?
— Me sinto preparado. Acredito que as pessoas que hoje dirigem o clube também, senão não teriam dado a mim esta condição. É um grupo simples, de jogadores que se doam e querem marcar a história no Botafogo. Aquilo que eles estão construindo é algo que a gente busca porque é algo incrível que eles estão fazendo.

Mudanças jogador x treinador
— O que mudou foi que fiquei mais velho. Como atleta eu sempre fui de observar muito, trocar conhecimento com os treinadores que eu tinha. Quando estava na reta final da carreira, buscava trabalhar no futebol e no campo. Então diante desta situação, é lógico que o Botafogo me deu a chance de trabalhar.
Análise
— Campeonato muito disputado, era natural que enfrentar o Fluminense, que tem domínio sobre os adversários que enfrenta… o Botafogo buscou o gol na forma como ele entendia para assim finalizar as jogadas. E nós tivemos sucesso em duas das bolas do primeiro tempo. Podíamos ter feito isso em dois momentos do segundo tempo e não conseguimos. Em relação ao adversário, tentamos recuperar a bola o mais rápido possível dentro do campo do Fluminense. Nós vamos agora nos preparar para enfrentar o América-MG. E vamos estudar a melhor condição para o Botafogo ir a Belo Horizonte e com os pés no chão buscar o objetivo.
Tiquinho Soares
— O Tiquinho é o artilheiro da competição, ou seja, é muito importante para o Botafogo. É um jogador que passou por uma situação de lesão num momento de final de primeiro turno. Ficou um tempo afastado e é natural que, no ritmo que ele estava, leva-se um tempo para voltar a ter a condição natural de jogo dele. É fundamental para o trabalho do Botafogo, para esse momento que o clube está vivendo. A escolha do Bruno Lage sobre o jogo do Goiás ele mesmo já explicou. Enquanto treinador ele tinha a decisão a ser tomada. Na realidade, o que passa é que não só o Tiquinho, mas todos os jogadores são importantes. É um grupo que tem feito algo histórico no Campeonato Brasileiro. Eu acredito muito no potencial, no trabalho que eles estão desenvolvendo e certamente vão levar até o final da competição.
Fator Família
— O futebol… a gente precisa por vezes que as pessoas que estão e a gente trabalha com grupo, então os jogadores precisam entender que todos eles são importantes. Quando a gente fala sobre a família é porque muitas vezes você passa muito mais tempo no seu cotidiano e você precisa fazer que o ambiente seja o melhor possível. A gente trabalha o ano todo em relação à pressão, resultados. Fazer com que eles entendam que um precisa do outro, isso não se perca. A gente teve um mês diferente em termo de resultado, que foi esse mês de setembro. Mas eles nunca deixaram de trabalhar, acreditar. É isso que precisamos que eles continuem a fazer, a intensidade, o trabalho, o foco. Foi isso que os trouxe até aqui.
Identidade como técnico
— O Junior Santos só agradeceu por transmitir a ele essa confiança, pela oportunidade. Eu disse que ele tem muito potencial, arranque, força. É um jogador muito querido dentro do grupo.
— Em relação à condição de jogo, eu gosto que os jogadores primeiro tenham a percepção de que se eles não quiserem, entenderem o que você quer transmitir, é muito difícil para o treinador. Então gosto dessa percepção das características dos jogadores. Eu, como jogador, sempre fui meia. Então sempre gostei de ter a bola, jogar. Eu enquanto treinador quero que jogue o melhor futebol possível de forma mais objetiva possível.
Análise pessoal
— Eu sou um ser humano como qualquer outro. Estou numa posição que até, para mim, é uma honra. Porque as pessoas confiaram em mim. Quando falo as pessoas, Mazzuco, Alessandro Britto, John Textor. Agradeço a Deus pelo privilégio de estar aqui porque há alguns meses estava acompanhando os jogos da cadeira. E o que eu falo para quem trabalha comigo há algum tempo. Nós temos que ser os melhores possíveis enquanto pessoa. A gente sabe que hoje a humanidade está caminhando para um lado difícil, onde as pessoas são egoístas, egocêntricas. A gente tem que ser diferente disso. Olhar para o nosso próximo e levar o melhor de nós.

O Botafogo volta a campo contra o América-MG, quarta, 18, às 20h, no Estádio Independência pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro.
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Muito bom ouvir o Lúcio
É que diferença para os portugueses, que chegam por aqui se achando Deuses, donos da verdade e, na verdade, fazem mais barulho que deviam e roubam os holofotes de quem a torcida realmente quer ver e ouvir