Sinal de alerta ligado. A derrota para o Nacional Potosí, pela pré-Libertadores, foi a sexta consecutiva do Botafogo sob o comando de Martín Anselmi.
Contratado no início da temporada, o argentino, que estava livre no mercado, chegou a nove jogos à frente do time. São três vitórias e seis derrotas — 33% de aproveitamento, número que amplia a pressão neste começo de trabalho.
Retrospecto do Botafogo
- Fluminense 1×0 Botafogo – Carioca
- Grêmio 5×3 Botafogo – Brasileirão
- Vasco 2×0 Botafogo – Carioca
- Fluminense 1×0 Botafogo – Brasileirão
- Flamengo 2×1 Botafogo – Carioca
- Nacional Potosí 1×0 Botafogo – Libertadores
Com um elenco curto, Anselmi tem encontrado dificuldades para montar o time do Botafogo. Na derrota para o Vasco, por exemplo, mandou a campo uma formação praticamente sub-20. A equipe competiu, mas, com um jogador a menos, acabou superada no clássico.
Publicamente, Anselmi não esconde a insatisfação com o tamanho reduzido do elenco que gerencia no Botafogo. Em mais de uma coletiva, o treinador expôs a dificuldade de alterar cenários durante o jogo por falta de peças, cenário que ajuda a explicar a sequência negativa e aumenta a cobrança por reforços.
– O Botafogo não pode vender um só mais jogador. É simples. Está claro o que está acontecendo. Não pode mais vender um jogador. Não sou dono do clube, não decido essas coisas. Mas no meu ponto de vista o Botafogo não pode vender mais ninguém – pediu Anselmi após a derrota para o Fluminense, no Maracanã, pelo Brasileirão.
– É uma situação difícil porque estamos a trabalhar, mas precisamos de jogadores porque não temos substituto em algumas situações. Jordan (Barrera) está fazendo de médio, mas sabemos que não é. Está treinando para fazer. Para jogar uma partida desta magnitude, Wallace (Davi) ainda não tem minutos de competição real para jogar este tipo de partida, o mesmo o (Arthur) Novaes, que está indo muito bem nos treinos. Quero colocar Novaes no momento que seja de dar respaldo para ele. Nesse tipo de jogo creio que Jordan tem mais capacidade de estar presente. Claro que precisamos de mais jogadores, o mesmo em outras posições. Estamos trabalhando dia a dia e a diretoria está fazendo todo esforço para trazer esses jogadores, porque pensamos a mesma coisa – disse.

Desempenho em Potosí
Na derrota para o Nacional Potosí na altitude de 4 mil metros, no entanto, Anselmi adotou um discurso mais otimista.
– Erramos situações claras no primeiro tempo, também no segundo. Estou satisfeito com o esforço dos jogadores, o comprometimento, a atitude e a energia deles. Não é fácil jogar aqui, este é um dos três estádios mais altos do mundo, depois de viajar ontem para a Bolívia e hoje por três horas e meia para chegar a Potosí, e vocês sabem do que estou falando. Estou satisfeito com o desempenho deles, com esse resultado não, acho que poderíamos ter conseguido empatado ou vencido a partida se tivéssemos saído na frente no primeiro tempo. A série ainda está aberta, agora vamos jogar 90 e tantos minutos em casa e a história obviamente será bem diferente – disse Anselmi.
Com o resultado, o Alvinegro precisa vencer os bolivianos por dois gols de diferença na próxima quarta, no Nilton Santos, para avançar na competição.
O próximo jogo do Botafogo é contra o Boavista, sábado, 21, às 21h (de Brasília), pelo jogo de ida das semifinais da Taça Rio.



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