O Botafogo condiciona seus próximos movimentos no mercado ao fim do transfer ban, mas já tem um alvo definido para reforçar o setor ofensivo. O clube trabalha para fechar o empréstimo do atacante Enso González, de 20 anos, atualmente no Wolverhampton, até o fim da temporada. A informação foi divulgada pelo Blog do Diogo Dantas, do jornal O Globo, e expõe como a restrição imposta pela Fifa segue influenciando decisões esportivas e financeiras da SAF.
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Negociação depende do desbloqueio na Fifa
O avanço do acordo está diretamente ligado à liberação do Botafogo para registrar jogadores. Sem essa autorização, o clube mantém conversas em estágio avançado, mas não pode oficializar o negócio. A situação evidencia o risco esportivo imediato, já que o elenco segue curto enquanto a temporada ganha intensidade, especialmente com Campeonato Brasileiro e Libertadores no horizonte.
Wolverhampton veta opção de compra
O clube inglês descartou incluir opção de compra ao fim do empréstimo. O motivo é financeiro: o Wolverhampton investiu € 6 milhões para tirar Enso González do Libertad, em 2023, e não pretende facilitar uma saída definitiva por valores abaixo do esperado. Ainda assim, há entendimento entre as partes de que o futebol brasileiro funciona como vitrine, o que favorece a operação no curto prazo.
Perfil do jogador e encaixe no elenco
Com passagem pelas seleções de base do Paraguai e dois jogos pela seleção principal, Enso González é visto como atleta de potencial técnico e revenda. Atua pelos dois lados do ataque, característica valorizada pela comissão técnica em um elenco que carece de profundidade por conta do bloqueio no mercado.
Na temporada atual, o atacante foi relacionado para quatro partidas da Premier League, sem entrar em campo. Já pela equipe sub-21 do Wolverhampton, soma um gol e duas assistências em nove jogos, números que sustentam a leitura de que precisa de sequência competitiva.
Bastidores, pressão e próximos passos
Internamente, o Botafogo avalia que a chegada de Enso González pode amenizar impactos imediatos do transfer ban, mas tudo depende da resolução das pendências financeiras que travam registros. O cenário reforça a tensão institucional na SAF e amplia a cobrança por soluções rápidas, já que cada rodada sem reforços aumenta o risco esportivo e pressiona elenco, comissão técnica e torcida.
Enquanto aguarda o desfecho com a Fifa, o clube segue operando no limite, planejando reforços que só sairão do papel quando a trava regulatória for, enfim, removida.





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