Organizadas do Botafogo se reuniram com dirigentes da SAF nesta sexta, 23, no Estádio Nilton Santos, para discutir a crise financeira e administrativa vivida pelo clube. Após o encontro, os grupos divulgaram uma nota oficial com cobranças por mais transparência, planejamento e comunicação.
Participaram da reunião representantes das organizadas Loucas pelo Botafogo, Fogoró, Folgada, Super Alvinegros e do Movimento Ninguém Ama Como A Gente. Pelo clube, estiveram presentes Alessandro Brito (diretor de gestão esportiva), Jonas Marmello (vice-presidente executivo da SAF), Joel Carli (coordenador de futebol) e Fellipe Portella (relações institucionais).
Entre os principais temas debatidos estiveram o transfer ban imposto pela Fifa, os atrasos salariais e o planejamento do futebol para a temporada. Segundo os dirigentes, a situação financeira é tratada como prioridade por John Textor, controlador da SAF, e há confiança no trabalho da nova comissão técnica comandada por Martín Anselmi.
Exigências das organizadas
Na nota divulgada após o encontro, as torcidas destacaram a necessidade de uma gestão mais clara com o torcedor e criticaram a falta de posicionamentos oficiais diante das notícias negativas recentes.
Sobre o transfer ban e as finanças, os grupos afirmam que cobraram soluções concretas, não apenas promessas, e garantiram que os protestos e a vigilância seguirão enquanto as pendências não forem resolvidas. Também pediram que o clube melhore a comunicação para evitar especulações.
Em relação ao planejamento do futebol, as organizadas demonstraram insatisfação com a saída de jogadores para clubes rivais, classificando o movimento como prejudicial à competitividade do Botafogo. A diretoria, por sua vez, reafirmou confiança no elenco atual, independentemente da chegada imediata de reforços.
Apoio com cobrança
As torcidas garantiram apoio ao time durante os jogos, mas deixaram claro que a cobrança por resultados e profissionalismo continuará antes e depois do apito final.
Na conclusão do comunicado, os grupos reforçaram que “o Botafogo pertence à sua torcida” e que estarão presentes em mais um possível momento de reconstrução, desde que haja responsabilidade, honestidade e respeito com o maior patrimônio do clube: o torcedor.





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