Nesta quinta, 27, a Eagle Football Holdings apresentou uma petição ao Judiciário do Rio de Janeiro, contestando os pedidos feitos pela diretoria social do Botafogo e requerendo que sejam indeferidos, segundo informações do jornal “O Globo”.
A holding classificou os pedidos do Botafogo associativo como “descabidos” e “tecnicamente errados”, argumentando que têm como objetivo exclusivo o tumulto do processo em andamento.
No que diz respeito à demanda do clube social por um pagamento de R$ 155 milhões, a Eagle declarou que tal reivindicação é “ilógica”, pois, segundo a holding, “jamais foi condenada a pagar indenização alguma ao clube associativo”, enfatizando ainda que “passivo não é dano”.
Além disso, o Botafogo associativo pediu a nomeação de um interventor, o que, de acordo com a Eagle, não faz sentido, pois “a única pessoa que pode e deve intervir na SAF Botafogo é a Eagle Bidco, sua legítima controladora”.
Conforme “O Globo”, a Eagle alega que o clube social “fabricou uma urgência” ao levar as demandas para a segunda instância, recordando que a ala social do Botafogo historicamente tem apoiado John Textor, enquanto o Botafogo de Futebol e Regatas busca “lavar as mãos”.

Justiça nega ação
Ainda na quinta-feira, o desembargador Marcelo Almeida de Moraes Marinho, relator do processo movido pelo Botafogo Social, se manifestou sobre as demandas e rejeitou a ação dos advogados do clube associativo. Isso porque, segundo o magistrado, a ação realizada apresentou falhas técnicas.
O documento aponta que a parte ajuizou a ação diretamente na segunda instância, quando deveria tê-la iniciado na primeira. A 23ª Câmara do Direito Privado do TJRJ recebeu o protocolo do processo no início da semana, mas não deu andamento ao caso.
“Finalmente, que o magistrado se pronuncie, caso tenha sido requerido, sobre o pedido de nomeação de um observador do juizo. Matéria que também não deve ou pode ser apreciada diretamente em segundo grau de jurisdição, sem provocação e analise prévia do primeiro grau”, diz trecho.





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