A Ares Management acionou uma cláusula de proteção ao crédito prevista em contrato, afastou John Textor da gestão da Eagle Football Holdings e assumiu o controle administrativo do grupo. O movimento, de forte impacto no tabuleiro institucional do futebol, imediatamente levantou uma dúvida sensível entre torcedores e bastidores: há risco de a Ares assumir o Botafogo?
De acordo com apuração do jornal “O Globo”, a resposta é clara no curto prazo: esse cenário é considerado remoto, apesar da gravidade do episódio envolvendo a holding que controla múltiplos clubes.
Ares não é empresa de futebol e mira proteção do investimento
A Ares atua como gestora global de crédito, e não como operadora esportiva. Seu objetivo central ao acionar a cláusula contratual é preservar o capital investido, reduzir exposição a riscos e reorganizar garantias financeiras — não administrar clubes de futebol.
Nos bastidores, a leitura é de que a intervenção tem caráter financeiro e defensivo, voltado à governança da Eagle Holdings, sem intenção imediata de assumir o controle operacional de ativos esportivos como o Botafogo.
Mudança no Botafogo exigiria reestruturação profunda
Segundo “O Globo”, qualquer hipótese de alteração direta no comando da SAF do Botafogo passaria por um processo complexo e pouco provável no cenário atual. Entre os caminhos necessários estariam:
- reestruturação societária profunda da SAF;
- venda de ativos relevantes;
- ou decisões judiciais específicas que alterassem o equilíbrio de poder no clube.
Nenhuma dessas condições está posta de forma imediata, o que reduz drasticamente a possibilidade de uma troca abrupta de controle.
Conselho da SAF mantém comando do clube
Outro ponto central é que as mudanças promovidas pela Ares na Eagle Holdings não produzem efeito automático sobre a SAF do Botafogo. Qualquer alteração no comando do clube depende de deliberação do Conselho da SAF, instância que, neste momento, segue preservada.
Ou seja, mesmo com o afastamento de Textor da holding, o clube permanece protegido por sua estrutura jurídica própria.
Liminar no TJ-RJ blinda Textor no Botafogo
Além da governança interna, há ainda um fator judicial determinante. Está em vigor uma liminar no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro que mantém a atual composição do Conselho da SAF, o que, na prática, preserva John Textor no comando do Botafogo neste momento.





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