A crise que envolve o transfer ban do Botafogo também repercute fora da SAF. Presente no evento de lançamento da logo da Copa do Mundo Feminina de 2027, no Rio de Janeiro, neste domingo (25/1), o presidente do Botafogo associativo, João Paulo Magalhães Lins, comentou publicamente o momento delicado vivido pelo clube e adotou um discurso de apoio e expectativa em relação a John Textor.
Sem interferir diretamente na gestão da SAF, João Paulo deixou claro que acompanha de perto os desdobramentos e que mantém contato frequente com o empresário norte-americano, responsável pelo controle do futebol alvinegro.
“Estou torcendo para que ele tire esse coelho da cartola”
Ao falar sobre o impasse com a Fifa e as sanções impostas ao Botafogo, João Paulo assumiu um tom emocional e alinhado ao sentimento da torcida. Segundo ele, a entrevista recente de Textor reacendeu a esperança de uma solução rápida para o problema.
— Meu sentimento é de torcedor botafoguense. Estou torcendo para o John Textor, que fez coisas maravilhosas no Botafogo, consiga tirar esse coelho da cartola e superar, da forma como prometeu, o problema do transfer ban e outros desafios do clube, com um time forte. No Botafogo, estou aposentado do futebol. Não dou palpite, só observo e torço pelo sucesso — afirmou à Rádio Tupi.
O dirigente destacou ainda que a fala pública de Textor teve impacto direto no ambiente emocional do clube.
— Ele encheu nosso coração de esperança. Tomara que dê certo — completou.
Transfer ban vira cobrança constante nos bastidores
João Paulo reconheceu que o tema virou uma preocupação diária entre torcedores, dirigentes e funcionários, inclusive em ambientes fora do futebol.
— Qualquer situação que envolve um ban da Fifa é chatíssima. Cheguei aqui no evento e fui cobrado por três pessoas: “e o ban, como está o ban?”. Respondi que isso não é comigo. É com o Thairo Arruda, que está à frente da SAF. Mas tenho falado com o Textor, que sempre é muito cordial e liga para compartilhar informações — revelou.
Possibilidade de virar acionista é descartada
Questionado sobre a chance de participar diretamente da SAF como investidor, João Paulo foi direto ao descartar qualquer possibilidade nesse sentido, citando os valores elevados envolvidos.
— Se eu fosse abastado e tivesse dinheiro para isso, com certeza seria candidato. Mas são números de grande volume. O Textor é uma pessoa preparada, com sucessos anteriores ao Botafogo. Tenho certeza de que, com as reservas dele, pode continuar como operador qualificado da SAF — afirmou.
O dirigente reforçou, por fim, uma visão simbólica sobre a estrutura do clube.
— A SAF pertence aos seis milhões de torcedores do Botafogo — concluiu.





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