O Botafogo protocolou hoje uma ação na 23ª Câmara do Direito Privado do TJRJ contra a Eagle, proprietária de 90% da SAF do clube, solicitando o ressarcimento de no mínimo 10% do montante do passivo declarado pela própria SAF.
Bloqueio de vendas
Segundo o colunista Lauro Jardim, de “O Globo”, nesta terça, 25, o Botafogo deseja receber da Eagle R$ 155,4 milhões. Na ação, solicita também a designação de um “interventor judicial” na SAF e a vedação de “venda de ativos da SAF Botafogo (inclusive jogadores de futebol)”
Solicita também à Justiça que “proíba a distribuição de dividendos em favor da Eagle até a apresentação de um plano de regularização do passivo da SAF Botafogo, sobretudo diante de tantos indícios – em que as partes se acusam mutuamente — de gestão temerária e irresponsável pela atual administração que, ao fim e ao cabo, tem sido conduzida pelos dois (Eagle e John Textor), direta e indiretamente”.

A respeito da ação, declara o presidente do clube, João Paulo Magalhães Lins:
— A torcida do Botafogo, assim como eu, somos muito gratos ao Textor e esperamos que esta briga acabe logo. Meu objetivo é tão somente o cumprimento do acordo de acionistas”.
Conforme a ação, “cada parte imputa à outra a responsabilidade pelo alegado rombo, seja por gestão temerária, seja por condutas que teriam resultado em desvio de recursos ou obrigações inadimplidas. Em nenhum momento, contudo, há qualquer alegação de que o Clube Associativo, detentor de 10% do capital social da SAF, tenha concorrido para o prejuízo ou dele se beneficiado”.
O Botafogo, representado pelos escritórios Gleich e Antonelli Advogados, afirma também que o litígio entre Textor e a Eagle podem resultar em “estado de insolvência ou iliquidez” a ambos.





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