A disputa jurídica entre John Textor, acionista majoritário da SAF do Botafogo, e o fundo Iconic Sports Management segue sem definição. Pouco mais de um mês após obter o direito de recorrer da decisão inicial, o empresário americano teve o recurso negado pela Corte de Apelação da Inglaterra, nesta quarta-feira, o que impede o encerramento antecipado do processo.
Com a negativa, o caso retorna agora à Corte Comercial inglesa, onde seguirá seu curso normal. A audiência começou às 10h30 no horário local (7h30 de Brasília) e teve cerca de quatro horas de duração, com intervalo de 40 minutos. Textor não prestou depoimento, já que a sessão foi restrita às sustentações orais dos advogados das duas partes.
Apesar do revés momentâneo, a defesa do empresário vê o andamento como positivo.
— Hoje, no recurso do Sr. Textor, a Corte de Apelação determinou que a Alta Corte de Londres cometeu um erro em sua decisão anterior sobre assuntos preliminares e devolveu o caso para que seja reconsiderado. Esse é um passo adiante significativo, visto que uma decisão favorável na remessa (tradução livre de “remittal”, termo comum no meio jurídico inglês) levaria o caso ao fim, inteiramente em nosso favor. Se a remessa não descartar o assunto, vamos levá-lo a julgamento com confiança. De qualquer forma, esperamos plenamente pelo sucesso (do caso) — disse um porta-voz da defesa ao ge.
Entenda a disputa entre Textor e a Iconic
A Iconic Sports Management cobra de John Textor cerca de US$ 97 milhões (aproximadamente R$ 526 milhões, na cotação da época). O valor se refere à compra, feita em 2022, de 15,7% das ações da Eagle Football, empresa controlada por Textor, por US$ 75 milhões.
O contrato previa que o empresário deveria recomprar a participação caso a Eagle não fosse listada na bolsa de valores, o que acabou não acontecendo. Com isso, a Iconic passou a exigir o valor investido acrescido de juros anuais de 11%, chegando à quantia atualmente reivindicada.
Histórico recente do processo
Em outubro de 2025, a Justiça inglesa decidiu contra Textor ao rejeitar a tentativa de encerrar o processo de forma antecipada. Já em dezembro, a Corte de Apelação autorizou que o empresário recorresse da decisão. Agora, com o novo entendimento, o caso volta à instância comercial, onde poderá ter novo desfecho ou avançar para julgamento completo.
O imbróglio jurídico é acompanhado de perto no ambiente do futebol, já que envolve diretamente o controlador da SAF do Botafogo e pode impactar decisões financeiras e administrativas do clube.





Comentários